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1º Fórum Regional | Edição Municipal Ouro Preto debate caminhos para diversificação econômica

O 1º Fórum Regional de Diversificação Econômica | Edição Municipal Ouro Preto realizou-se em 29 e 30 de janeiro, no Centro de Artes e Convenções da UFOP e reuniu mais de 500 participantes entre autoridades, iniciativa privada, sociedade civil e especialistas. A programação, alicerçada nos eixos do PADE — Plano de Apoio à Diversificação Econômica de Ouro Preto, combinou palestras, mesa de discussão e oficinas com objetivo de transformar diálogo em encaminhamentos práticos para o território.

Público diverso, intersetorial e regional, o 1º FRDE | OP contou com a presença de 17 municípios e seis estados. Foram dois dias intensos com 15 horas de muito conhecimento, debates de pautas importantes para o município, valorização do empreendedorismo feminino e local, além de uma participação ativa dos setores que entenderam seu papel na construção de caminhos mais diversificados, sustentáveis e prósperos para Ouro Preto.

Abertura: preservação, planejamento e participação

O prefeito Angelo Oswaldo sublinhou a necessidade de diversificação sem abdicar da preservação do patrimônio: “Ouro Preto precisa pensar o seu desenvolvimento para além de um único eixo econômico. A diversificação é um caminho necessário, que exige planejamento, diálogo e envolvimento de toda a sociedade”, afirmou o prefeito, apontando educação, tecnologia e apoio a pequenos negócios como pilares da estratégia.

Felipe Guerra, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, reforçou o papel do evento na articulação entre gestão e mercado: “O Fórum é importantíssimo, não só para Ouro Preto, mas para toda a região. Nós, cidades mineradoras, cidades turísticas, estamos trabalhando em conjunto para a diversificação da nossa economia. O Fórum vem trazer soluções para serem discutidas e complementar ações que vêm sendo realizadas por esses municípios”.

Amarildo Pereira, presidente do Instituto Fórum e idealizador do FRDE | MG, sintetizou a proposta do projeto: “Estamos no território sem a pretensão de trazer soluções mágicas, mas sim para ouvir o território, tentar ajudar a encontrar soluções melhores e reconhecer os projetos que estão acontecendo. O fórum tem como meta: discutir diversificação econômica, aprender, ensinar se for possível e não deixar que o assunto saia da pauta.”

PADE | Plano de Apoio à Diversificação Econômica de Ouro Preto

O PADE foi ponto-chave para orientar os debates, organizando prioridades em eixos: turismo, cultura, empreendedorismo, tecnologia e inovação, desenvolvimento rural, economia verde e economia criativa — permitindo uma leitura integrada do território. Vandeir Assis, gestor da ADOP, reforça a função da agência. “É nosso papel fazer essa articulação, unir pontas, trabalhar com a mobilização dos vários atores que compõem esse grande ecossistema da inovação”.

Setor privado: compromisso com desenvolvimento

Empresas patrocinadoras reafirmaram apoio à agenda de diversificação. Roberto Guimarães, gerente de Relações Institucionais da Samarco afirmou: “Para a Samarco é uma satisfação muito grande entrar como apoiadora do Fórum Regional de Diversificação Econômica aqui de Ouro Preto, uma cidade que acolhe a nossa operação. A diversificação econômica é um tema essencial para os municípios minerados, para mitigar a dependência do setor minerário que os municípios até então possuem.”

Guilherme Louzada, especialista em relações institucionais da Gerência de Relações Institucionais da Samarco reforçou que “é muito importante, não apenas a gente discutir a diversificação, mas encontrar formas concretas de trazer essa sonhada condição para o município, com outras matrizes econômicas, a partir dos talentos e das potencialidades naturais que essa região tem”.

Nathália Moreira, Relações Institucionais da Gerdau em Minas Gerais, disse que “o maior investimento da história da companhia está sendo feito aqui no território. Trazer prosperidade, emprego, desenvolvimento para a região é pensar no futuro, em oportunidade, em diversificação econômica e empreendedorismo”.

Luana Karine, gerente da agência do Sicredi em Ouro Preto reforçou o compromisso da cooperativa: “O Sicredi quer estar presente em todos os eventos e nós, enquanto instituição financeira, somos mais uma maneira de diversificação econômica e temos muito o que contribuir economicamente com a cidade.”

Sustentabilidade, identidade e desenvolvimento rural: vetores da diversificação

A palestra magna colocou a sustentabilidade no centro da estratégia. Rosane Santos, executiva de Sustentabilidade e ESG enfatizou: “Num território mineral, com uma atividade extrativista tão profunda e tão intensa, pensar em outros caminhos para a economia é imperativo para essa cidade. Estamos falando de olhar para o passado, para o hoje, mas sobretudo, pensar em como isso nos ajuda a construir uma visão de futuro que seja perene e que seja longeva”.

No debate sobre economia criativa, a consultora Milena Pedrosa, CEO, a-gente e Coordenadora Técnica do FRDE, afirmou que “o Fórum é um espaço que, a partir do pensamento coletivo, busca transformar o território — as discussões começam no evento, mas precisam continuar para gerar resultados. O projeto aqui de Ouro Preto, de economia criativa, é fortalecer esse discurso e mostrar que a diversificação econômica é sim criativa, ela é importante e está muito fundamentada nesse setor da economia”.

No setor de desenvolvimento rural, Sebastião Bonifácio, secretário de Agropecuária de Ouro Preto, trouxe dados e exemplos: “Temos diversidade de produção agrícola e uma agricultura familiar forte — só em 2025 foram mais de R$2 milhões comercializados com escolas e instituições”. Bonifácio destacou ainda o crescimento de cadeias como mel, queijo e café especial como vetores de inclusão e renda nos distritos.

Vozes do território: expositores e empreendedores

O Fórum deu espaço para produtores e artesãos relatarem ganhos imediatos. Marli Gomes , da Tonalli Designer afirmou que o evento “deu oportunidade de novos clientes e conhecimentos sobre empreendedorismo feminino”. Tais Castanheiras, representante da prata de Santo Antônio do Leite, disse que o estande “foi uma vitrine que gerou muitos contatos”. Patrícia Mello, da Associação da Jabuticaba de Ouro Preto, enfatizou que “a associação vai valorizar muito o potencial econômico da cidade, porque temos uma diversidade de produtos e uma aplicabilidade em todos os setores.” Hosana Xavier, da Associação de Mulheres Empreendedoras de Santo Antônio do Salto, trouxe a famosa broa de melado e afirmou “esse fórum está sendo ótimo para apresentar minhas quitandas”.

Oficinas e resultados: encaminhamentos práticos

As oficinas do segundo dia — sobre economia criativa, desenvolvimento rural e empreendedorismo — produziram encaminhamentos operacionais: fortalecimento de cadeias produtivas, estímulo à economia criativa, maior suporte à agricultura familiar e programas de qualificação alinhados à demanda empresarial.

Gilmar Barboza, diretor da Forward Consultoria e diretor Técnico do FRDE | MG, trouxe dados positivos sobre o município. “Além de demonstrar que Ouro Preto está bem em relação à economia do entretenimento, tem vocação para economias de natureza tecnológica e o desenvolvimento rural é outro potencial excepcional do município. A cidade está muito bem posicionada, está taxiando na pista para seguir um voo seguro em relação à diversificação econômica”.

Antônio Caeiro, sócio-diretor da Planeta & Sustentabilidade, que ministrou palestra e oficina sobre economia criativa com a Milena Pedrosa, ressaltou que “com a participação das pessoas, nós construímos essa visão de outras histórias que às vezes estão invisibilizadas ou emergentes, que acontecem não só na cidade, mas também em todos os distritos. Foi essa contribuição da oficina: de que maneira que essas novas histórias impactam nas políticas públicas e contribuem para os processos”.

Ambiente de negócios e reforma tributária

Várias entidades, empresas e sociedade se uniram na “Mesa de Empregabilidade”, para discutir capacitações, possibilidades e caminhos para a população ouro-pretana. Ainda no ambiente de negócios, Valmir Rodrigues, presidente da Federaminas e vice-presidente do Sebrae Minas, apresentou o “Momento Tributário” e alertou: “Participe ou se oriente, porque a Reforma Tributária não é brincadeira, é uma mudança de mindset completa e passa, principalmente, pela gestão e pela organização dos negócios. A empresa que não entender isso está fadada ao fracasso.”

Um destaque dessa edição foi a presença da Fundação Gorceix, que, além do apoio ao Fórum, trouxe o projeto do Parque Tecnológico, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia de Ouro Preto. O empreendimento, de 15 mil metros quadrados (m²), tem como foco principal o desenvolvimento de soluções em inovação para os setores mineral e metalúrgico, um dos pilares da economia do município. Com previsão de R$ 100 milhões em investimentos e início em 2027, o projeto  soma 16 cartas de intenção de empresas multinacionais interessadas, incluindo a Vale.

A presença da SDE Minas e do Trem do Desenvolvimento, iniciativa do Governo do Estado, por meio da CODEMGE, em parceria com a ADESIAP Minas foi um apoio importante para a aproximação do poder público estadual com o empresariado local, entidades e lideranças do território. No estande do projeto, a ação do Trem Bão de Recordação eternizou momentos, gerou conexões e sorteou uma mala brindes dos expositores presentes.

1º FRDE | Edição Municipal Ouro Preto é um projeto do Instituto Fórum, realizado pela Prefeitura de Ouro Preto e ADOP, com patrocínio da Samarco, Vale, Sicredi e Gerdau, apoio da ACEOP, CDL, Sala Mineira do Empreendedor, CONDES, FUNDES, Federaminas, Invest Minas e parceria com a SDE Minas (Governo de Minas Gerais, CODEMGE e ADESIAP Minas).

Acompanhe tudo que aconteceu no 1º FRDE | Edição Municipal Ouro Preto no Instagram: @forumregionalmg.

Créditos de texto e fotos: Assessoria de Comunicação FRDE | MG.

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