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Uso de medicamento no SUS impulsiona queda recorde de malária no Brasil

© Alex Pazuello/Secom

O Brasil celebra um marco histórico na saúde pública: o país registrou em 2025 a menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos. A doença, que vitimou 56 pessoas em 2024, teve seus óbitos reduzidos em 30%, caindo para 39 no ano passado, e os casos graves diminuíram 30,7%. Esse avanço significativo, com 118.037 registros internos de contaminação, reflete o impacto positivo da inclusão de um novo tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

A principal responsável por essa reviravolta é a tafenoquina, um medicamento inovador oferecido em dose única pelo SUS desde 2024. Sua ação prolongada previne novas manifestações da malária, representando um salto estratégico no combate à doença. Incorporada inicialmente em 2023 para adultos e, mais recentemente, em março de 2026, para crianças a partir de dois anos, a tafenoquina posiciona o Brasil como o primeiro país do mundo a adotar amplamente essa medicação.

O impacto é ainda mais evidente nas regiões de maior incidência, como a Terra Indígena Yanomami. Lá, o ministro Alexandre Padilha destacou que a tafenoquina foi crucial para "interromper o verdadeiro genocídio", com casos caindo 55% e óbitos mais de 70% entre janeiro e julho. Essa estratégia do SUS, que incluiu ampliação do diagnóstico, reforça o compromisso com a saúde de populações vulneráveis, com mais de 3.920 tratamentos registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) até junho de 2026.

Esta conquista demonstra a eficácia de políticas públicas de saúde e a importância de investimentos contínuos em pesquisa e inovação. A continuidade da oferta da tafenoquina e a vigilância são essenciais para manter o controle da malária no país.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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