Mariana, município duramente atingido pela tragédia do rompimento da barragem de Fundão em 2015, oficializou sua adesão ao Novo Acordo de Repactuação do Rio Doce. A decisão, fruto de intensas negociações, assegura um aporte financeiro adicional de R$ 1,2 bilhão, elevando significativamente os recursos destinados à reparação dos danos. Esta adesão encerra um longo período de discordância sobre as condições iniciais do pacto.
A cidade mineira havia se mantido fora da repactuação desde março de 2025, um ano antes, quando recusou as condições propostas. A justificativa do executivo municipal era a insuficiência dos valores destinados e a alegada falta de participação efetiva nas discussões que culminaram no acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A postura inicial visava garantir uma reparação mais justa e condizente com a dimensão dos impactos da catástrofe.
Com a nova adesão, Mariana terá acesso aos R$ 1,2 bilhão inicialmente previstos no acordo do STF, com pagamentos escalonados ao longo de 20 anos. O grande diferencial, fruto da recente negociação com a Samarco, é o compromisso extra de R$ 1,2 bilhão, a ser quitado em seis parcelas mais rápidas, acelerando a chegada de recursos vitais. Essa mesa de diálogo foi conduzida pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), com apoio fundamental.
A assinatura representa um marco para o município, que agora poderá acessar diversos programas e transferências antes condicionados à adesão, essenciais para a recuperação sustentável da região. Contudo, é crucial ressaltar que esta decisão não interfere nas ações individuais de pessoas físicas e empresas que buscam reparação na Justiça inglesa, indicando que a luta por justiça segue por diferentes vias. A medida busca impulsionar a recuperação e o futuro de Mariana.
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