O próximo episódio do programa Caminhos da Reportagem, intitulado “Do primeiro ao último voto”, destaca um pilar fundamental da democracia brasileira: o direito e a escolha do voto para eleitores facultativos. Com exibição prevista na TV Brasil, a reportagem mergulha nas raz motivações que levam jovens de 16 e 17 anos e idosos com mais de 70 a comparecer às urnas, um universo que reúne milhões de cidadãos aptos a moldar o futuro do país nas eleições de 2026.
A investigação jornalística busca compreender o engajamento cívico desses grupos, para quem o voto não é obrigatório, mas se torna um ato consciente de participação. O estudante Brayan de Sousa, de 17 anos, resume a relevância para sua geração: “A gente vai decidir o que vai acontecer no começo da nossa vida adulta, como as políticas sobre estágios e faculdade”. Já a pesquisadora Ana Amélia Camarano ressalta que o eleitor idoso que vota demonstra “consciência da importância do voto”, um direito reconquistado após o fim da ditadura militar.
A história da ampliação do voto para adolescentes é revisitada pela jornalista Manuela Pinho, ativista da campanha “Se liga, 16” nos anos 1980. Ela lembra a mobilização popular e no Congresso que culminou na garantia desse direito durante a Constituinte de 1988, um período efervescente de redemocratização. Essa memória ganha um toque pessoal quando Manuela narra o entusiasmo da própria filha ao tirar o título, evidenciando que a busca pela participação cívica persiste entre as novas gerações, mesmo que o número geral de jovens eleitores tenha diminuído recentemente.
O programa também humaniza a experiência eleitoral através de vozes como a do fiscal de finanças Manoel de Matos, que, apesar das deficiências, vê no voto uma ferramenta essencial de luta por direitos e visibilidade. “Nós nos tornamos muitas vezes invisíveis perante a sociedade. E o voto é uma maneira de nós nos colocarmos como cidadãos”, afirma. Esse testemunho ressalta a dimensão social do voto, especialmente em um cenário de envelhecimento populacional que tem alterado significativamente o perfil do eleitorado brasileiro, projetando mais de 17,2 milhões de eleitores com mais de 70 anos em 2026.
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