No último fim de semana antes do primeiro turno, agendado para o próximo domingo, a corrida presidencial ganhou ritmo intenso nas ruas do país. Candidatos à Presidência da República priorizaram o contato direto com o eleitorado em caminhadas e carreatas. Essa estratégia de proximidade buscou consolidar apoios e persuadir indecisos nos momentos decisivos da campanha, evidenciando o apelo direto ao eleitor.
Um dos temas centrais foi a regulamentação das apostas online (bets). O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em caminhada na Zona Leste de São Paulo, defendeu a proibição das bets, política já assinada na sexta-feira. Ele argumentou contra o endividamento da população vulnerável, prometendo fiscalização. Lula também destacou a importância do fim da escala 6×1, tocando em pautas trabalhistas sensíveis.
A preocupação com as apostas ecoou em outras campanhas. Augusto Cury (Avante) alertou para as graves consequências das bets na economia e saúde mental, sugerindo extinção ou maior taxação. Ronaldo Caiado (PSD), embora repudiando o uso político da religião, manifestou-se contrário aos jogos e defendeu restrição severa à publicidade. Essas posições demonstram a relevância social e ética do tema na agenda presidencial.
Outros presidenciáveis focaram em pautas econômicas e regionais. Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, defendeu mais crédito e seguro-safra para o agronegócio, além da redução de juros. Flávio Bolsonaro (PL) realizou carreatas no Rio de Janeiro e Aracaju, prometendo investimentos na produção de petróleo em Sergipe. Tais agendas regionais ilustram a busca por votos através de propostas alinhadas a realidades locais e setoriais.
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