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Conselheiro Lafaiete e Região: Votação Expressiva Não Garante Representação em Assembleia e Câmara

Correio de Minas

Conselheiro Lafaiete e as cidades do Alto Paraopeba enfrentam, mais uma vez, o desafio de transformar votos em representação política direta. Apesar da expressiva participação, a região ficou sem representantes próprios na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e na Câmara dos Deputados. Esse cenário recorrente reacende a discussão sobre a eficácia da mobilização local nas urnas.

A ausência de um parlamentar diretamente ligado à base regional tem implicações significativas. Significa uma voz a menos na defesa de pautas específicas, na atração de investimentos e na articulação de demandas sociais e culturais para o desenvolvimento da região, vital para a Estrada Real, em esferas decisórias cruciais em Brasília e Belo Horizonte.

Na disputa por cadeiras estaduais, candidatos com forte apelo local angariaram milhares de votos – como Warley Pereira (Ouro Branco, mais de 8,8 mil) e Orlando Caldeira (Itabirito, cerca de 12,3 mil). Apesar da força demonstrada, nenhum conseguiu a eleição. Conselheiro Lafaiete, com quase 140 mil habitantes, permanece sem seu próprio deputado, enquanto cidades vizinhas garantem sua voz na Assembleia.

No pleito federal, o cenário de falta de representação direta se repetiu. Candidaturas como a de Duarte Junior (Mariana, mais de 46 mil votos) e Erivelton (Lafaiete, 22.241 votos) acumularam altas votações, mas não garantiram uma cadeira no Congresso. A soma dos votos desses e outros candidatos da região – um total de 86.565 – evidencia uma força eleitoral pulverizada, dificultando a tradução do apoio popular em mandatos e levantando questões sobre as estratégias políticas futuras.

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Fonte: https://correiodeminas.com.br

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