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Cleitinho busca apoio do PL e recua de eleição na ALMG

Cleitinho quer PL na base aliada e se afasta da disputa pela presidência da ALMG: ‘Governador não tem que ficar intermediando’

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), planeja um encontro com os parlamentares do PL na Assembleia Legislativa (ALMG) na próxima semana para alinhar a atuação da legenda junto à sua gestão a partir de 2027. O objetivo central é assegurar que os liberais componham a base governista no Legislativo estadual, ao mesmo tempo em que o futuro chefe do Executivo opta por ficar fora da disputa pelo comando da Casa.

Articulação política e diálogo com partidos

A agenda com a bancada liberal faz parte de um roteiro de conversas que o político pretende manter com todas as siglas com assento no parlamento mineiro para fortalecer a governabilidade.

“É natural o PL ser base. A gente já tinha até um alinhamento para ter o apoio do PL à minha candidatura, mas, pela questão do meu partido não ter me oficializado ainda, o PL lançou um candidato”, analisou, em entrevista a O Fator, mencionando o embate que travou com o Republicanos até ter a participação na disputa autorizada. O impasse fez o partido de Flávio Bolsonaro lançar Flávio Roscoe como candidato ao Palácio Tiradentes.

“Eu quero poder fazer isso com todos os deputados. Eu vou fazer com todos”, projetou.

Relação com a oposição e reuniões mensais

Além de buscar a maioria no parlamento, o governador eleito sinalizou que pretende abrir espaço para o contraditório, mantendo conversas periódicas com aqueles que não firmarem aliança com o governo. A proposta é estabelecer encontros mensais com a bancada oposicionista para receber apontamentos e propostas para a administração estadual.

“Eu queria ter 100% (dos deputados na base aliada), mas a gente sabe que política não tem isso, a gente nunca tem unanimidade”, afirmou.

Posição sobre a sucessão na Assembleia Legislativa

No que tange à mesa diretora da Casa, o futuro mandatário reforçou que a escolha do presidente compete exclusivamente aos parlamentares e garantiu que manterá uma relação republicana com o vitorioso do pleito.

“Eu fui deputado e sei que os deputados gostam de escolher. Não é o governador que tem que ficar intermediando”, explicou.

A movimentação ocorre enquanto as legendas definem os nomes para substituir Tadeu Leite (MDB) na liderança do Legislativo. Recentemente, o deputado estadual Bruno Engler (PL) oficializou sua postulação, enquanto Doorgal Andrada (PP) também busca palanque e já conquistou apoios importantes, incluindo parlamentares do Republicanos.

“Eu acho que isso aqui é uma questão individual de cada deputado. Eu acho que a Assembleia com o Executivo é independente. […] E quem for o presidente, eu vou estar com o maior prazer para poder alinhar e poder governar junto”.

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