A corrida pelo comando da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ganhou contornos praticamente definitivos com o avanço expressivo de Doorgal Andrada (PP). O parlamentar consolidou um bloco de 58 apoios entre os 77 deputados estaduais que votarão na escolha da nova Mesa Diretora, marcada para o primeiro dia de trabalhos da próxima legislatura, em fevereiro.
Novas adesões partidárias fortalecem candidatura
O movimento decisivo mais recente veio com a entrada oficial do PRD nas negociações. A sigla, liderada no estado pelo deputado federal Fred Costa, selou o pacto que inclui seus três parlamentares eleitos: o reeleito Roberto Andrade e os novatos Fernando Breno e Juca Bahia.
Horas antes do acerto com o PRD, a bancada do PSD já havia anunciado suporte unânime ao projeto do progressista. Com nove representantes eleitos para a Casa, o posicionamento conjunto do partido resultou na retirada prévia das pretensões de João Magalhães e Tito Torres, que eram cotados internamente para disputar o posto máximo do Legislativo mineiro.
Apoios estratégicos e recuo da maior bancada
O favoritismo de Doorgal começou a se consolidar de forma contundente com as movimentações dos maiores partidos da Casa. O PL, dono da maior representação partidária da futura legislatura com 21 parlamentares, chegou a apresentar o nome de Bruno Engler, mas retirou a postulação no mesmo dia para aderir à campanha governista.
Além disso, o candidato do PP já contava com a sustentação da federação formada entre União Brasil e PP, bem como o endosso formal do Republicanos, legenda do governador eleito Cleitinho Azevedo.
Posicionamento da oposição e tradição de consenso
Até o momento, a única ala do parlamento que não aderiu à composição de Doorgal é o bloco de oposição liderado pelo PT. O líder do grupo, Ulysses Gomes (PT), figurava nos bastidores como alternativa ao comando da Casa, mas o grupo ainda não formalizou indicados nem fechou apoio oficial.
Historicamente, a eleição interna do Parlamento mineiro costuma ser sacramentada por meio de chapa de consenso, fruto de acordos multipartidários amplos construídos antes da votação em plenário.
