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PL pressiona prefeitos de MG a apoiar Flávio no 2º turno

PL pressiona prefeitos do partido a declarar apoio a Flávio Bolsonaro na reta final da eleição

A cúpula do Partido Liberal (PL) entrou em campo a apenas dois dias da votação do segundo turno para exigir um posicionamento público de seus mandatários municipais em Minas Gerais em favor de Flávio Bolsonaro. O foco central dessa ofensiva recai sobre os chefes de Executivo local que administram perfis virtuais movimentados, mas vinham adotando postura neutra ou discreta na disputa presidencial.

Equilíbrio nas pesquisas acelera mobilização partidária

A urgência da legenda ganhou força após a divulgação do levantamento mais recente do Datafolha, publicado na quinta-feira (22). O estudo indicou um cenário de empate técnico na corrida ao Palácio do Planalto, com Flávio somando 47% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançando 46%.

Diante dessa margem estreita, a direção partidária avalia que cada movimento conta e busca utilizar a capilaridade dos administradores municipais para impulsionar o nome do candidato no momento mais decisivo da campanha.

Estratégia foca nas redes sociais e na força do interior

A preocupação das lideranças do PL vai além das pesquisas de opinião e atinge diretamente a chamada guerra da comunicação. Conforme relatos de dirigentes da sigla, a percepção interna é de que a esquerda conquistou mais terreno no ambiente digital nas últimas semanas, o que exige uma resposta imediata das bases aliadas.

Nesse xadrez, os prefeitos são tratados como figuras estratégicas por duas razões principais: a capacidade de mobilização em seus próprios canais digitais e o poder de levar a mensagem eleitoral aos municípios do interior, regiões onde as manifestações bolsonaristas tiveram menor alcance físico ao longo do processo eleitoral.

A lista dos prefeitos cobrados pela legenda

Um levantamento interno elaborado pela legenda mapeou diversos administradores que têm presença frequente na internet, mas não haviam externado apoio a Flávio. A lista abrange gestores de diferentes partes de Minas Gerais:

Margareth Anacleto (Arceburgo), Adalberto Lopes (Campo Belo), Mônica Borges (Carmo da Mata), Reginaldo Silva (Comendador Gomes), Samuel Barreto (Coração de Jesus), Júlio Foutoura (Ipanema), Luan (Itaguara), Leandro (Limeira do Oeste), Crioulo (Moema), doutora Sâmia (Padre Carvalho), Eduardo Viana (Pedra do Anta), Luiz Henrique (Pirapetinga), Everilson (Pratápolis), Adriano (Rio Paranaíba), Edivan Lopes (Santa Rita de Caldas), Ronaldinho Dias (São João da Lagoa), Nondas Miranda (Serro), Marinalva Ferreira (Simonésia) e Adriano Garcia (Aimorés).

Adesões pontuais e divergências políticas

Apesar da forte pressão exercida pelos dirigentes, a adesão imediata foi limitada. Até esta sexta-feira (23), somente Tonhão, prefeito de Conceição da Aparecida, e William do Posto, de Conceição de Ipanema, atenderam à solicitação da direção e divulgaram vídeos favoráveis ao senador nas redes.

O cenário exibe ainda contradições locais para o partido: Pedro Rubens, chefe do Executivo de Pedra Bonita, permaneceu sem gravar para a campanha e manteve em sua página uma fotografia ao lado do deputado federal Reginaldo Lopes, integrante de destaque do PT mineiro.

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