O deputado federal Pinheirinho (PP-MG) desponta como o favorito do PL para assumir a coordenação da bancada de Minas Gerais no Congresso Nacional. Prestes a iniciar seu terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados em fevereiro, o parlamentar conquistou a simpatia da legenda liberal para liderar o grupo mineiro.
Estratégia e perfil de centro para interlocução
Embora o Partido Liberal tenha eleito a maior representação do estado, somando 21 parlamentares federais, a cúpula partidária avalia que colocar um aliado externo no comando é o caminho mais eficiente. A meta é garantir uma via de diálogo fluida com o Palácio do Planalto, independentemente de a presidência estar sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva ou de Flávio Bolsonaro.
Ex-prefeito do município de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Pinheirinho é reconhecido pelos colegas por seu perfil moderado de centro, apesar de seu alinhamento com a candidatura de Flávio Bolsonaro. As conversas de bastidor indicam que o parlamentar vê com bons olhos a indicação, enquanto outros deputados preferem aguardar a definição das urnas presidenciais para formalizar seus apoios.
Com essa possível escolha, a federação composta por União Brasil e Progressistas continuará à frente dos trabalhos estaduais no parlamento. A função é ocupada hoje por Igor Timo (União Brasil), que não conseguiu renovar seu mandato para o próximo ciclo legislativo.
Como funciona a votação da bancada mineira
A escolha do coordenador passou por transformações recentes no Congresso. Antes da gestão de Igor Timo, a definição do cargo ocorria de maneira informal e sem disputa aberta em plenário. Os interessados apenas colhiam assinaturas em uma lista entre os colegas de bancada.
“Basicamente, quem chegava primeiro bebia água limpa”, afirma um deputado sob sigilo.
Atualmente, o processo exige um escrutínio formal com votação nominal. No pleito que alçou Timo ao posto, o parlamentar venceu a disputa contra Newton Cardoso Jr. (MDB) pelo placar de 25 a 9. O modelo de votação não torna a presença obrigatória: na ocasião mais recente, 19 deputados federais mineiros preferiram não comparecer à reunião de escolha para evitar desgastes internos.