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Mpox no Brasil: Queda de Casos em Destaque, Alerta e Prevenção Essencial

© REUTERS/Arlette Bashizi/Proibida reprodução

O Brasil registra, neste ano, 88 casos confirmados de Mpox, uma redução significativa em comparação com os 1.079 registros e dois óbitos contabilizados no ano anterior. Os dados recentes, divulgados pelo Ministério da Saúde, indicam que a maioria das ocorrências se concentra no estado de São Paulo, com 62 casos desde janeiro. Outras unidades federativas que notificaram a doença incluem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). Felizmente, os quadros clínicos observados até o momento têm sido predominantemente leves a moderados, e nenhuma morte foi associada à doença neste período.

Compreendendo a Mpox: Causas e Manifestação dos Sintomas

A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox. Sua transmissão ocorre por contato pessoal próximo com indivíduos infectados, especificamente através de lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas. Após um período de incubação que varia tipicamente de 3 a 16 dias, podendo se estender por até 21 dias, os sintomas começam a se manifestar.

O sinal mais característico da Mpox é o surgimento de uma erupção cutânea, que se assemelha a bolhas ou feridas e pode persistir por duas a quatro semanas. Essa erupção pode afetar diversas partes do corpo, como rosto, palmas das mãos, solas dos pés, virilha, além das regiões genitais e/ou anais. Acompanhando as lesões dermatológicas, o paciente pode apresentar sintomas sistêmicos como febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, apatia e inchaço dos gânglios linfáticos.

Vias de Transmissão e Medidas Preventivas Cruciais

A disseminação do vírus de pessoa para pessoa se dá por contato físico íntimo. Isso inclui a proximidade respiratória, com a liberação de gotículas ou aerossóis de curto alcance ao falar ou respirar, além do contato direto pele a pele, como o toque ou o sexo vaginal e anal. O contato boca a boca ou boca com a pele, presente em práticas como o sexo oral ou beijos, também são vias de transmissão. Adicionalmente, o compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos corporais ou materiais de lesões infectadas pode veicular a doença.

A prevenção é uma ferramenta fundamental para conter a Mpox. O Ministério da Saúde recomenda evitar o contato direto com pessoas que apresentem suspeita ou confirmação da doença. Caso o contato seja inevitável, é essencial utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, máscaras, avental e óculos de proteção. A higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel deve ser frequente, especialmente após qualquer tipo de contato com um indivíduo infectado ou com seus pertences.

Pessoas diagnosticadas ou com suspeita de Mpox devem iniciar isolamento imediato e rigoroso. É imprescindível não compartilhar objetos e materiais de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente e talheres, até o fim do período de transmissão. A higienização de itens pessoais e superfícies contaminadas é igualmente crucial; roupas de cama, vestimentas e toalhas devem ser lavadas com água morna e detergente. Todas as superfícies que possam ter entrado em contato com erupções ou secreções respiratórias devem ser limpas e desinfetadas, e resíduos contaminados descartados adequadamente.

Diagnóstico e Abordagem Terapêutica da Mpox

Ao surgirem os primeiros sintomas da Mpox, é fundamental buscar uma unidade de saúde para avaliação. O diagnóstico definitivo é realizado por meio de exame laboratorial, sendo a única forma de confirmação da infecção. O profissional de saúde também considerará a necessidade de um diagnóstico diferencial, excluindo outras condições com manifestações clínicas semelhantes, como varicela, herpes zoster, sífilis, infecções bacterianas da pele e reações alérgicas, entre outras.

O tratamento para a Mpox concentra-se principalmente no alívio dos sintomas, na prevenção de complicações e na gestão das sequelas. Atualmente, não há um medicamento aprovado especificamente para combater o vírus Monkeypox. A maioria dos pacientes experimenta um quadro leve a moderado, com os sintomas regredindo espontaneamente em poucas semanas. No entanto, em casos de maior gravidade, internação e cuidados intensivos podem ser necessários, e medicamentos antivirais podem ser administrados para reduzir a intensidade das lesões e acelerar a recuperação.

Potenciais Riscos e Complicações da Doença

Embora a maioria dos casos de Mpox seja leve e autolimitada, a infecção pode, em algumas pessoas, levar a complicações médicas sérias e, em situações raras, até mesmo ao óbito. Recém-nascidos, crianças e indivíduos com imunodepressão preexistente são os grupos que apresentam maior risco de desenvolver sintomas mais graves e de mortalidade pela doença. Historicamente, a taxa de mortalidade observada em surtos varia entre 0,1% e 10% dos infectados.

Quadros graves da Mpox podem se manifestar através de lesões maiores e mais disseminadas, especialmente na boca, olhos e órgãos genitais. Outras complicações incluem infecções bacterianas secundárias da pele, infecções sanguíneas (septicemia) e pulmonares. A doença também pode provocar condições mais sérias como encefalite (inflamação do cérebro), miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e pneumonia, além de problemas oculares que podem comprometer a visão. A vigilância e o acesso rápido a cuidados de saúde são essenciais para manejar essas complicações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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