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SUS avança com proposta para rastreamento de câncer colorretal

© Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação

O Sistema Único de Saúde (SUS) está perto de implementar um programa de rastreamento para o câncer colorretal, doença que afeta o intestino grosso e o reto. Uma diretriz com orientações para a testagem recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A iniciativa é crucial no cenário nacional, onde casos e óbitos por este câncer vêm crescendo alarmantemente; estudos do Instituto Nacional de Câncer (Inca) preveem que as mortes podem quase triplicar até 2030 no Brasil.

A proposta prevê que pessoas entre 50 e 75 anos, sem fatores de risco conhecidos, realizem o teste imunoquímico de sangue oculto nas fezes a cada dois anos. Em caso de resultado positivo, o paciente será encaminhado para uma colonoscopia. Este exame é vital não só para identificar a causa do sangramento, mas principalmente para detectar e remover lesões pré-cancerígenas, como pólipos, impedindo sua evolução para um tumor maligno. O objetivo central é diagnosticar a doença em estágios iniciais ou, idealmente, prevenir seu surgimento, o que eleva substancialmente as chances de cura.

Apesar da eficácia comprovada do rastreamento na redução da mortalidade, sua adesão ainda é baixa no país, conforme o epidemiologista do Inca Arn Migowski. Um programa organizado no SUS representa uma mudança de paradigma, garantindo acesso e acompanhamento sistemático. Essa abordagem proativa não apenas diminuiria a mortalidade, mas também a incidência da doença ao interceptar lesões precursoras. A implementação, contudo, será escalonada, começando em regiões específicas para que o SUS possa absorver a demanda crescente sem comprometer o atendimento a pacientes sintomáticos, exigindo um planejamento logístico rigoroso.

Os próximos passos incluem uma consulta pública para coletar contribuições da sociedade, antes da decisão final do Ministério da Saúde. O planejamento rigoroso de toda a jornada do paciente, desde a convocação até o acompanhamento contínuo, é visto como essencial para o sucesso da iniciativa. Este avanço também dialoga com campanhas como o “Março Azul”, de conscientização sobre a doença.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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