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Concessão de rodovias que dão acesso a Ouro Preto já está em vigor; veja quando começa o pedágio e os valores previstos

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A concessão de um importante corredor rodoviário que liga a Região Metropolitana de Belo Horizonte à Zona da Mata mineira já está em andamento desde a última sexta-feira (20 de março). A medida transferiu para a iniciativa privada a administração de cerca de 190 quilômetros de estradas, incluindo trechos das rodovias BR-356, MG-262 e MG-329 — vias estratégicas de acesso a cidades históricas como Ouro Preto e Mariana.

A operação está sob responsabilidade da concessionária Rota da Liberdade S.A., que assumiu oficialmente o chamado Lote 7 do sistema rodoviário. O contrato, firmado em janeiro de 2026, terá duração de 30 anos e prevê investimentos da ordem de R$ 5 bilhões ao longo do período.

O trecho concedido atravessa 11 municípios: Nova Lima, Rio Acima, Itabirito, Ouro Preto, Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca. A região é considerada um dos principais eixos turísticos, logísticos e econômicos de Minas Gerais.

Quando começa o pedágio?

Apesar do início da concessão, a cobrança de pedágio não será imediata. Segundo o Governo de Minas, a tarifação só terá início após a realização das primeiras intervenções obrigatórias, voltadas à melhoria das condições de segurança e trafegabilidade das rodovias.

Nesta fase inicial, estão previstas ações como:

• recuperação do pavimento

• adequação da sinalização

• manutenção de drenagem

• limpeza e roçada das margens

Valores de pedágio previstos

Embora os valores oficiais atualizados ainda não tenham sido divulgados, estimativas apresentadas anteriormente pelo governo indicam os seguintes custos para motoristas que partem de Belo Horizonte:

• BH – Itabirito: R$ 5,58

• BH – Ouro Preto/Mariana: R$ 11,16

• BH – Acaiaca: R$ 11,16

• BH – Ponte Nova: R$ 16,74

• BH – Rio Casca: R$ 22,32

Obras e melhorias previstas

Ao longo da concessão, o projeto prevê uma série de intervenções estruturais para ampliar a capacidade e a segurança das vias. Entre as principais obras estão:

• duplicação de trechos da BR-356

• implantação de terceiras faixas

• construção de acostamentos em toda a extensão

• implantação do contorno viário de Cachoeira do Campo

Também estão previstas melhorias nos serviços ao usuário, como atendimento 24 horas com suporte médico e mecânico, bases operacionais ao longo da rodovia, um Centro de Controle Operacional, além de um Ponto de Parada e Descanso (PPD) na região de Amarantina e uma área de escape na Serra da Santa, em Itabirito.

Fiscalização e contexto

A concessão será fiscalizada pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig), responsável por acompanhar o cumprimento das metas contratuais e a qualidade dos serviços prestados.

O projeto também está inserido no contexto das ações decorrentes do acordo firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, considerado um dos maiores desastres ambientais do país.

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