O grupo Latam incorporou oficialmente as primeiras aeronaves da Embraer em sua frota, um momento histórico para a aviação brasileira. Pela primeira vez em sua trajetória, a maior companhia aérea da América Latina utilizará jatos fabricados pela indústria nacional. A etapa inicial envolve 24 modelos 195-E2, que prometem reforçar as operações regionais da Latam, otimizando a malha aérea e conectando mais destinos.
O evento de entrega, realizado no Centro de Manutenção (MRO) da Latam em São Carlos (SP), contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que celebrou o acordo como um "casamento há muito tempo esperado". A parceria, avaliada em US$ 2,1 bilhões com potencial para a aquisição de mais 50 jatos, não só impulsiona a Embraer, a terceira maior fabricante de aviões do mundo, mas também se alinha aos robustos investimentos de US$ 4 bilhões da Latam no Brasil até 2026. Os novos E2 são estratégicos para melhorar a conectividade em cidades menores, conforme destacou o CEO Jerome Cadier, ampliando o alcance da companhia.
Para Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, ter a bandeira da Latam nas aeronaves projeta o valor do modelo internacionalmente, gerando empregos e valorizando a tecnologia brasileira. Essa expansão coincide com um período de crescimento recorde na aviação civil nacional. O ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, apontou que o setor deve saltar de 97,7 milhões de passageiros em 2022 para 140 milhões até o final deste ano, um dos maiores crescimentos globais. O MRO de São Carlos, o maior centro de manutenção aeronáutica da América do Sul, agora apto a dar manutenção a essas aeronaves brasileiras, sublinha a infraestrutura de suporte crucial do país.
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