Um estudo recente da Oxfam revela uma cifra alarmante: cerca de <b>US$ 3,55 trilhões</b> em riqueza não tributada estão escondidos em paraísos fiscais ao redor do mundo. Este montante, detido pelo 0,1% mais rico da população, supera a fortuna combinada da metade mais pobre da humanidade, um total de 4,1 bilhões de pessoas. A divulgação marca os dez anos do escândalo <i>Panama Papers</i>, que expôs a complexa rede de empresas <i>offshore</i> usadas para ocultar fortunas e evadir impostos. A dimensão é estarrecedora: o valor é maior que o PIB da França e mais que o dobro do PIB somado dos 44 países menos desenvolvidos.
Christian Hallum, coordenador de Tributação da Oxfam Internacional, destaca que, uma década após as revelações do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), os super-ricos continuam a utilizar essas estruturas para sonegar impostos. Essa evasão fiscal tem consequências diretas para a sociedade: menos recursos disponíveis para serviços públicos essenciais, como saúde e educação, e um aprofundamento da desigualdade social que fragiliza o tecido social.
A Oxfam defende a urgente necessidade de ação internacional coordenada para taxar a riqueza extrema e desmantelar o uso de paraísos fiscais. A organização ressalta que muitos países do Sul Global seguem excluídos dos mecanismos de troca automática de informações, cruciais para a transparência. No Brasil, a realidade não é diferente. Viviana Santiago, diretora executiva da Oxfam Brasil, enfatiza que a justiça fiscal passa necessariamente pela tributação dos super-ricos para uma sociedade mais equitativa.
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