O Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, destaca um alerta crucial da Fundação do Câncer: novas tecnologias de cigarros eletrônicos, os vapes, estão camuflando o consumo entre jovens, representando um retrocesso na saúde pública brasileira. A campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS), "Desmascarando o apelo, combatendo a dependência de nicotina e tabaco", ressoa com a crescente preocupação nacional.
Apesar da proibição da comercialização de vapes pela Anvisa desde 2009, o uso desses dispositivos disparou. A Receita Federal apreendeu mais de 238 mil unidades em poucos meses de 2026, evidenciando o comércio ilegal. O diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, alerta sobre "dispositivos disfarçados" que, integrados a acessórios como moletons (vaporizer hoodies), permitem o uso discreto em escolas e transportes públicos. Essa invisibilidade impede a detecção e facilita o vício precoce.
Essa evolução tecnológica ameaça décadas de avanços do Brasil no controle do tabaco, um modelo global. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) registrou um salto alarmante: a experimentação de vapes entre adolescentes (13-17 anos) quase dobrou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024. Maltoni aponta para uma fusão entre dependência química e digital, onde vapes interativos seduzem jovens, afetando o desenvolvimento cerebral e elevando riscos de câncer. Em resposta, a Fundação do Câncer lançou a campanha "Spoiler: ele não te ama" para desmistificar os perigos.
Acompanhe o SOU ESTRADA REAL. Nosso portal oferece informação relevante, de qualidade e variada, com credibilidade e compromisso para você, leitor.