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Mariana: Após agressão a pedagoga, ex prefeito Roberto Rodrigues cobra protocolos de segurança e reacende debate sobre políticas públicas nas escolas do município

A agressão sofrida por uma pedagoga da Escola Municipal Dom Oscar, em Mariana, continua repercutindo e agora ganha novos contornos políticos. O ex-prefeito Roberto Rodrigues voltou às redes sociais e utilizou o episódio para cobrar da Prefeitura Municipal respostas sobre as políticas de segurança adotadas nas unidades de ensino.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Roberto afirma que uma nota de repúdio, divulgada pela Secretaria Municipal de Educação após o ocorrido, é importante como manifestação institucional, mas insuficiente diante da gravidade do caso.

Segundo ele, a população quer saber mais do que uma manifestação oficial. “Qual é o protocolo adotado pela Prefeitura para impedir que professores, pedagogos e servidores sejam vítimas de violência dentro das escolas?”, questiona.

Durante a publicação, o ex-prefeito faz um comparativo entre sua administração e a realidade atual. Roberto relembra que, em 2012, a Guarda Municipal realizava palestras e ações de conscientização em escolas municipais, alcançando cerca de 2.300 estudantes. Também destaca o Programa CRIAR, que atendia aproximadamente 200 crianças no contraturno escolar, além da reforma realizada na Escola Dom Oscar.

Para o ex-prefeito, políticas públicas de prevenção à violência escolar precisam ser permanentes e não podem ser interrompidas com a troca de governos.

A declaração reacende uma discussão que tem preocupado educadores em todo o país: o aumento dos casos de violência nas escolas. Em Mariana, o episódio levanta questionamentos sobre a existência de protocolos específicos para lidar com situações de agressão, ações preventivas de combate ao bullying, acompanhamento psicológico, mediação de conflitos e participação da Guarda Municipal ou de outros órgãos de segurança no ambiente escolar.

Roberto também defende que a valorização dos profissionais da educação passa, obrigatoriamente, pela garantia de um ambiente seguro para o exercício da profissão.

“O servidor da educação precisa de respeito, proteção e respaldo do poder público. São profissionais que dedicam suas vidas à formação das futuras gerações e não podem trabalhar sob o medo da violência”, afirma.

A repercussão do caso aumenta a pressão sobre a administração municipal, que agora passa a ser cobrada por parte da população e da oposição para apresentar, de forma transparente, quais são os protocolos atualmente utilizados nas escolas da rede municipal e quais medidas efetivas estão sendo adotadas para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.

A violência nas escolas é um desafio nacional, mas especialistas defendem que programas permanentes de prevenção, cultura de paz, combate ao bullying, fortalecimento das equipes pedagógicas e integração entre Educação, Assistência Social e Segurança Pública são fundamentais para reduzir conflitos e proteger estudantes e profissionais.

Roberto Rodrigues foi prefeito de Mariana e disputou a última eleição municipal, obtendo 11.929 votos, o equivalente a 32,66% dos votos válidos. Seu retorno às redes sociais com um tema sensível da administração pública reforça sua presença no debate político local e pode marcar uma atuação mais incisiva na fiscalização das ações do governo municipal.

Diante da repercussão do caso, permanece a principal pergunta levantada pelo ex-prefeito e por parte da sociedade: quais protocolos de segurança e prevenção à violência estão em vigor hoje nas escolas municipais de Mariana e quais novas medidas serão adotadas para garantir a proteção dos profissionais da educação?

O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Mariana apresente sua posição e esclareça quais ações vêm sendo desenvolvidas para fortalecer a segurança no ambiente escolar.

Segue link post/fonte: https://www.instagram.com/p/DaWdioDgrBK/

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