O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, terá total autonomia para compor o primeiro escalão do futuro governo estadual, sem a exigência de acomodar indicações políticas. A postura foi sacramentada pela direção nacional do Republicanos durante passagem do presidente da legenda, o deputado federal Marcos Pereira (SP), por Belo Horizonte nesta quinta-feira (22).
Alinhamento político e comissão de transição
A reunião na capital mineira teve como pauta central o planejamento administrativo e a integração do partido aos trabalhos de transição. Além de Marcos Pereira e Cleitinho, a mesa de discussões contou com a presença do vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão, e do presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen. As conversas contaram ainda com a participação do deputado estadual eleito Vittorio Medioli (PL), que integra a equipe de transição.
Movimentações para abrir vaga em Brasília
Logo após a confirmação do resultado eleitoral, lideranças da legenda passaram a articular a possibilidade de atrair um deputado federal eleito para o secretariado mineiro. A manobra política abriria espaço na Câmara dos Deputados para Pettersen, que não obteve êxito em sua campanha de reeleição.
Entre os nomes cogitados nos bastidores, o deputado Bruno Farias, que renovou seu mandato para a segunda legislatura, chegou a ser cotado para assumir a pasta da Saúde, mas indicou não ter interesse no cargo. Já o deputado Gilberto Abramo, eleito para o terceiro mandato, foi procurado diretamente pelo próprio Pettersen para avaliar um convite ao Palácio Tiradentes.
Definições do primeiro escalão em ritmo comedido
Apesar das sondagens, a formação da equipe de governo avança em compasso prudente. Até o momento, o único membro já assegurado na administração é Gabriel Azevedo, ex-candidato ao governo pelo MDB, embora a pasta que ficará sob sua chefia ainda permaneça indefinida.
Ao justificar a condução gradual das escolhas, Cleitinho destacou a necessidade de critério para estruturar as pastas estratégicas antes da posse:
“A gente está escutando um por um. Vamos começar a governar em janeiro. Vai fazer três semanas (desde a eleição). Há tempo para escolher a dedo — e certo. Não vou me afobar”, disse.
