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Alckmin na Fiesp: Acordo Contra Práticas Ilegais no Comércio e Debate sobre Jornada de Trabalho e Economia

© Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, marcou presença em um evento significativo na noite desta segunda-feira (23), ao lado do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. A ocasião foi palco da assinatura de um acordo de cooperação vital, focado em fortalecer as ações de combate a práticas desleais e ilegais que impactam o comércio exterior brasileiro. Durante a cerimônia, Skaf aproveitou a oportunidade para expressar uma preocupação do setor produtivo, solicitando que a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 fosse postergada para o próximo ano, citando as complexidades e emoções inerentes a um ano eleitoral como potenciais entraves ao debate racional.

Acordos para um Comércio Justo e Ambiente Regulatório Competitivo

Em um passo concreto para aprimorar o ambiente de negócios no Brasil, Geraldo Alckmin e a Fiesp formalizaram dois importantes protocolos de intenções. O primeiro, centrado na <b>defesa comercial</b>, visa estabelecer uma base sólida para a cooperação institucional entre o ministério e a federação. Seu objetivo primordial é promover o comércio justo e assegurar que o Brasil utilize adequadamente os instrumentos de defesa comercial e combate a práticas desleais e ilegais, conforme a legislação nacional e internacional. Entre as ações previstas, destaca-se a criação de uma calculadora de margem de dumping, além do compartilhamento estratégico de experiências e ferramentas técnicas para otimizar a identificação e resposta a essas práticas.

O segundo protocolo aborda o <b>ambiente regulatório</b>, buscando uma transformação significativa na competitividade e eficiência do país. Esta iniciativa propõe desburocratizar processos, fortalecer a qualidade regulatória e reduzir os custos administrativos para empresas e a sociedade. A proposta contempla o desenvolvimento de ações que mitiguem barreiras e custos sistêmicos para empreender e investir no Brasil, com planos que incluem a ampliação da digitalização de serviços públicos e a integração de sistemas. Paulo Skaf enfatizou a importância dessas medidas, afirmando que uma defesa comercial eficiente é essencial para proteger os setores produtivos e os empregos nacionais de ataques injustos.

Jornada de Trabalho: Um Debate com Tendência Global

Respondendo à solicitação da Fiesp para adiar a discussão sobre a jornada de trabalho, Alckmin defendeu a relevância do tema, contextualizando-o como uma tendência mundial. O presidente em exercício ressaltou que a redução da jornada laboral já é uma realidade em diversas partes do globo e que o debate no Brasil, embora complexo e envolvendo realidades distintas dentro do setor produtivo, é inevitável e precisa ser aprofundado com serenidade. Ele pontuou que, apesar das considerações de ano eleitoral levantadas por Skaf, o tema transcende questões políticas conjunturais, exigindo uma análise cuidadosa e não apressada sobre suas implicações e a melhor forma de implementação.

Perspectivas Econômicas: Selic e Tarifa Global

Expectativa de Redução da Taxa Selic

Durante sua fala à diretoria da Fiesp, Alckmin expressou otimismo quanto à economia brasileira, antecipando uma possível redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Ele manifestou confiança de que o Copom iniciará esse movimento já em sua próxima reunião, agendada para março. As razões para essa expectativa, segundo o presidente em exercício, residem na apreciação do real e na desinflação dos alimentos, fatores que podem contribuir para uma melhora no cenário econômico do país.

Benefícios da Nova Tarifa Global dos EUA

O ministro também abordou a recente decisão do governo dos Estados Unidos de estabelecer uma nova tarifa global de 15% para produtos importados. Para Alckmin, essa medida é altamente positiva para o Brasil. Ele explicou que o maior problema anterior era quando os EUA taxavam apenas o Brasil seletivamente. Com a aplicação de uma tarifa uniforme para todos os países, a situação se reequilibra, e, segundo sua análise, o Brasil emerge como um dos países mais beneficiados por essa mudança na política tarifária americana.

A agenda de Geraldo Alckmin na Fiesp reflete um esforço do governo em engajar-se diretamente com o setor produtivo em frentes múltiplas: desde a blindagem do comércio exterior contra ilegalidades, passando pelo debate de reformas trabalhistas à luz de tendências globais, até a projeção de um cenário econômico mais favorável com a esperada queda de juros e o impacto de políticas tarifárias internacionais. O encontro sublinha a interconexão entre estas diversas políticas na busca por um ambiente de crescimento e competitividade para o Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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