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Estudo aponta desafios e sugere melhorias em alertas de desastres via SMS no Brasil

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Um estudo recente da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) lança luz sobre a urgência de aprimorar os sistemas de alerta de desastres no Brasil, revelando que, entre 2018 e 2023, apenas 1,83% das mensagens SMS enviadas à população continham todos os elementos essenciais para uma comunicação eficaz. A pesquisa, que analisou mais de 73 mil alertas disparados por órgãos de proteção e defesa civil, sublinha a ineficiência de um canal vital na proteção de vidas e bens diante de eventos climáticos extremos e outras calamidades.

Realizado pelos pesquisadores Murilo Noli da Fonseca e Luciene Pimentel da Silva, o levantamento mostra que a maioria das mensagens falha em identificar claramente o risco, o local exato do incidente, o que fazer e por quanto tempo a população precisa permanecer em alerta. Essa lacuna informativa é crítica em um país propenso a inundações, deslizamentos e estiagens severas, onde a clareza e a especificidade das informações podem ser a diferença entre a segurança e a tragédia, como visto em inúmeros eventos recentes que demandam resposta rápida e informada.

Apesar da limitação de 160 caracteres do SMS, o estudo não apenas aponta as falhas, mas também sugere caminhos. A diversificação e a complementação dos canais de comunicação – com o uso de Cell Broadcast, aplicativos de mensagens e sistemas locais – emergem como estratégia fundamental. Os pesquisadores defendem uma abordagem multicanal que considere as particularidades da população, como diferentes níveis de alfabetização e acesso à informação, e as características do território, garantindo que a mensagem chegue de forma compreensível a todos os públicos, da área urbana aos recantos rurais.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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