Após a repercussão nacional do caso de Edimar Rocha Martins, morador de 49 anos que se deslocou do Maranhão até Minas Gerais enganado por uma perfil virtual falso, a administração municipal divulgou diretrizes de suporte a pessoas em vulnerabilidade.
O golpe da inteligência artificial
O trabalhador saiu de Imperatriz convicto de que iria residir com a companheira virtual, chegando à capital no domingo (11) e percebendo que a persona digital não passava de uma farsa automatizada. “Tem coisa pior do que uma solidão, né? A solidão é tristeza, desânimo, depressão. Eu vim, mas não encontrei a pessoa que estava prevista”, declarou.
Sem recursos financeiros para regressar, o retorno foi viabilizado na terça-feira (13), logo após o homem buscar auxílio na imprensa local. “Estão pagando a passagem para mim, né? Da prefeitura. E estou voltando para minha terra natal agora, Tocantins”, pontuou.
Rede de apoio municipal
O suporte foi concedido por meio da Unidade de Atendimento e Acolhimento ao Migrante, estrutura voltada a indivíduos em trânsito e vulnerabilidade social. O espaço fornece proteção, alimentação, orientação de direitos e passagens para o retorno à terra natal ou locais com rede de apoio familiar.
O público-alvo engloba recém-chegados sem recursos, idosos, famílias com crianças e pessoas enfrentando riscos sociais. Os interessados podem comparecer à Rua Espírito Santo, 594, no Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, ou buscar encaminhamentos via SUAS e abordagem social.
Histórico de ocorrências na capital
O episódio protagonizado pelo pedreiro marca a terceira ocorrência idêntica mapeada em Belo Horizonte no intervalo de seis meses. Em junho, um idoso deslocou-se de Roraima motivado por falsas promessas de romance, enquanto em agosto outro homem veio de Manaus atraído por uma falsa proposta de emprego gerada digitalmente.
