Milhares de pessoas tomaram a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), em um ato de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação, que contou com a presença do próprio candidato, foi organizada por uma coalizão diversificada de movimentos sociais e grupos de admiradores de artistas pop, marcando um momento crucial na corrida eleitoral.
Denominada "Marcha Pela Democracia", a iniciativa transcendeu o apoio partidário tradicional. Reuniu desde fandoms de grandes nomes da música global até torcidas organizadas de futebol, como as do Palmeiras e Corinthians, além da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e movimentos estudantis. Essa pluralidade ressalta a abrangência da mobilização e a tentativa de vincular a candidatura a pautas sociais amplas e à defesa da democracia em um cenário político polarizado.
Antes de discursar, Lula enfatizou a importância da semana para votações no Senado, como o fim da escala de trabalho 6×1, desafiando a oposição a se posicionar claramente. Abordou também a proposta de corte de gastos de seu adversário, o "tesouraço", comparando-a a medidas de austeridade que podem impactar negativamente os mais pobres. O presidente ainda defendeu o avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, visando maior atuação federal no combate à criminalidade no país.
Em seu discurso no carro de som, em frente ao MASP, Lula revisitou a gestão da pandemia pelo governo anterior, criticando a postura em relação à ciência e à saúde pública. Ele reiterou o compromisso com a educação, projetando a expansão do acesso universitário, e convocou eleitores acima de 70 anos a participar do pleito, alertando sobre a alta abstenção do primeiro turno e a importância do voto para o futuro do Brasil.
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