A Caixa Econômica Federal deu início nesta terça-feira (19) ao pagamento da parcela de maio do Bolsa Família para milhões de famílias brasileiras cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 2. Este repasse é um pilar fundamental da rede de proteção social do país, garantindo suporte financeiro essencial para a segurança alimentar e o bem-estar de uma parcela significativa da população.
Com um valor mínimo estabelecido em R$ 600, o benefício médio alcança R$ 678,01, graças aos adicionais implementados. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa atingirá 19,08 milhões de famílias neste mês, representando um investimento total de R$ 12,9 bilhões, números que evidenciam o alcance e a relevância do Bolsa Família no cenário socioeconômico nacional.
Adicionais e Contexto dos Pagamentos
Além do valor-base, o programa inclui três adicionais estratégicos para reforçar o cuidado com grupos específicos: o Benefício Variável Familiar Nutriz, com seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses; um acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes; e outro de R$ 50 para cada criança ou adolescente entre 7 e 18 anos, além de R$ 150 por criança de até 6 anos. Esses valores visam garantir o desenvolvimento infantil e o suporte nutricional.
Em um movimento de antecipação e flexibilização, beneficiários de 217 cidades em nove estados receberam o pagamento na segunda-feira (18), independentemente do NIS. A medida priorizou localidades em situação de emergência, como os 124 municípios do Rio Grande do Norte afetados pela seca, e outras cidades com impactos de chuvas ou populações indígenas vulneráveis, evidenciando a adaptabilidade do programa a crises regionais. Importante notar que, desde 2024, a Lei 14.601/2023, que resgatou o PBF, eliminou o desconto do Seguro Defeso.
Cerca de 2,26 milhões de famílias estão inseridas na Regra de Proteção neste mês, um dispositivo crucial que permite que famílias com melhora de renda (até R$ 706 por integrante) continuem recebendo 50% do benefício por até dois anos, incentivando a autonomia financeira. A regra, que terá seu tempo de permanência ajustado para um ano a partir de junho de 2025 para novos ingressantes, reflete a busca por uma transição mais suave para a independência econômica dos beneficiários.
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