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Brasil Participa de Pesquisa Global Pioneira na Busca Pela Cura da Hepatite B

© Hucam/Divulgação

O Brasil, por meio de duas renomadas universidades públicas, integra um consórcio internacional de pesquisa com um objetivo ambicioso: encontrar a cura para a hepatite B. Essa iniciativa inédita, liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins (EUA), posiciona o país na vanguarda científica global em uma luta crucial contra uma das doenças virais mais desafiadoras e prevalentes.

A hepatite B é uma infecção silenciosa que atinge o fígado, podendo evoluir para cirrose, câncer e até morte. Com aproximadamente 240 milhões de pessoas infectadas cronicamente em todo o mundo e cerca de 276 mil casos confirmados no Brasil entre 2000 e 2022, segundo o Ministério da Saúde, a busca por uma cura é uma prioridade global. O vírus, cem vezes mais contagioso que o HIV, exige a urgência e a relevância de tal pesquisa.

Representado pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-Ufes) e pela Universidade de São Paulo (USP), o Brasil se une a grupos de pesquisa da Índia, Senegal e Uganda. O estudo, previsto para durar cinco anos no país, monitorará 600 pacientes. A professora Tânia Reuter, do Hucam-Ufes, que coordenará 75 casos, é enfática: “A hepatite B não tem cura, esse é o grande objetivo global”, alinhado à meta da OMS de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.

A metodologia, que integra ciência básica e prática clínica, busca identificar características genéticas protetoras e subpartículas virais que possam ser preditores de cura ou tratamento. O foco é desvendar “alvos que possam auxiliar no manejo para cura da hepatite B”, seja para o desenvolvimento de fármacos imunoestimuladores ou imunomoduladores, mitigando a progressão para cirrose e câncer hepático.

Enquanto a ciência avança na busca pela cura, a prevenção segue essencial. A vacina contra a hepatite B está disponível gratuitamente no SUS para todas as idades, além do uso de preservativos e não compartilhamento de objetos perfurocortantes. Esta pesquisa reforça o compromisso de cientistas brasileiros em mudar o panorama de uma doença que afeta milhões.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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