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Canetas Emagrecedoras: Anvisa Reforça Alerta Contra Risco de Pancreatite e Uso Indiscriminado

© stefamerpik/Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu o sinal de alerta sobre o uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, especificamente os agonistas do receptor GLP-1. Em um comunicado emitido em Brasília, o órgão federal reforçou a preocupação com o crescente número de notificações de pancreatite aguda, uma condição potencialmente grave, associada ao uso dessas substâncias. O alerta tem como objetivo principal orientar pacientes e profissionais de saúde sobre os riscos e a importância do uso correto, conforme as indicações aprovadas em bula.

Intensificação da Vigilância e Agravamento dos Riscos

Embora o risco de pancreatite já esteja devidamente documentado nas bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, a Anvisa detectou um aumento expressivo nas notificações de eventos adversos, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Essa tendência motivou a emissão de um alerta de farmacovigilância, visando reforçar as orientações de segurança para pacientes e profissionais de saúde. O grupo de medicamentos em questão inclui a dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida, que devem ser utilizados estritamente conforme as indicações aprovadas em bula e sob acompanhamento médico qualificado. A agência destaca que a pancreatite aguda é uma complicação séria, podendo evoluir para formas necrotizantes e até mesmo fatais, exigindo assim uma vigilância redobrada e o monitoramento médico constante.

Medidas Regulatórias e Panorama das Notificações

Como parte do esforço para proteger a saúde pública e mitigar riscos, a Anvisa implementou medidas regulatórias adicionais. Desde junho de 2025, a venda desses medicamentos exige a retenção da receita médica pelas farmácias, prática similar à adotada para antibióticos. Essa decisão foi impulsionada pela constatação de um elevado número de eventos adversos relacionados ao uso fora das indicações aprovadas, sublinhando a necessidade de controle mais rigoroso. A validade das prescrições foi fixada em 90 dias a partir da data de emissão. Os dados de monitoramento são preocupantes: entre 2020 e dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos no país, com seis casos suspeitos resultando em óbito. O uso indiscriminado, especialmente para fins estéticos sem justificativa clínica, foi apontado como um fator que eleva significativamente os riscos e dificulta o diagnóstico precoce de complicações.

Orientações Cruciais para Pacientes e Profissionais de Saúde

Diante do cenário de riscos, a Anvisa emite recomendações claras para a comunidade. Pacientes que utilizam as 'canetas emagrecedoras' são aconselhados a procurar atendimento médico imediato caso apresentem dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas e vir acompanhada de náuseas e vômitos – sintomas sugestivos de pancreatite. Para os profissionais de saúde, a orientação é interromper o tratamento imediatamente ao suspeitar da reação e não reiniciá-lo caso o diagnóstico de pancreatite seja confirmado. A agência reitera ainda a fundamental importância de notificar qualquer evento adverso através do sistema VigiMed, ferramenta essencial para o monitoramento contínuo da segurança dos medicamentos no território nacional e para o aprimoramento das informações regulatórias.

Histórico de Alertas e Avaliação de Benefício-Risco

Este não é o primeiro alerta emitido pela Anvisa referente aos medicamentos agonistas do receptor GLP-1. Em anos anteriores, a agência já havia emitido comunicados sobre outros riscos, como a possibilidade de aspiração durante procedimentos anestésicos (em 2024) e a rara perda de visão associada à semaglutida (em 2025), demonstrando um histórico de vigilância ativa sobre essas substâncias, que estão há pouco mais de cinco anos no mercado brasileiro. É importante ressaltar que, apesar do reforço nas orientações de segurança, a Anvisa mantém a avaliação de que a relação de risco e eficácia dessas substâncias não se alterou para as indicações aprovadas. Ou seja, os benefícios terapêuticos ainda superam os efeitos adversos quando utilizados de acordo com as prescrições e bulas, sempre sob estrito controle médico.

A iniciativa da Anvisa serve como um lembrete crucial da necessidade de uso consciente e rigorosamente supervisionado de medicamentos potentes. O monitoramento contínuo, a adesão às indicações aprovadas e a comunicação aberta entre pacientes e profissionais de saúde são pilares para garantir que os benefícios dessas terapias sejam alcançados, minimizando os riscos associados e promovendo a segurança dos usuários em todo o país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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