Em Congonhas, a comunidade do bairro Pires está em alerta pela drástica redução de água na Nascente João Batista, sua principal fonte de abastecimento. Moradores relatam que o local, antes abundante, esteve praticamente seco, gerando preocupação entre os cerca de 4 mil habitantes. A descoberta de uma tubulação, ou mangote, estendendo-se em direção à mineradora Ferro+, do Grupo J.Mendes, intensificou as suspeitas de captação irregular.
Para os moradores, a situação transcende a seca natural, pois a nascente abastece o bairro sem tratamento da Copasa, tornando a qualidade da água vital. Imagens impactantes do poço seco mobilizaram cerca de 50 pessoas. Relatos de água turva e barrenta intensificam a preocupação com a saúde e segurança do fornecimento, um dilema crescente em áreas impactadas pela mineração.
Ivana Gomes, moradora há 53 anos, questiona a finalidade do mangote na direção da mineradora. A comunidade recorda que o acesso à área das nascentes, antes livre para lazer, agora é propriedade privada. A população expressa um forte sentimento de que a expansão mineradora comprometeu os recursos hídricos, transformando um símbolo de abundância em fonte de ansiedade.
Em resposta, a Ferro+, do Grupo J.Mendes, negou qualquer relação de suas atividades com a redução da vazão, afirmando ter acionado a Copasa e a Secretaria de Meio Ambiente. A empresa disponibilizou caminhões-pipa e reiterou que sua tubulação interna opera legalmente, mantendo-se à disposição para colaborar com a comunidade.
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