As eleições de 2026 se aproximam, e com elas a relevância da inclusão para os quase 2 milhões de eleitores brasileiros com deficiência. A Justiça Eleitoral (JE) tem priorizado a acessibilidade, garantindo que o direito ao voto seja exercido com autonomia e segurança. Esse esforço contínuo reflete a evolução democrática do país, que busca remover barreiras e promover a participação plena de todos os cidadãos no processo político.
Avanços Tecnológicos e Suporte Personalizado
Desde a introdução do braile na urna eletrônica em 1996, cada pleito traz inovações. Eleitores com deficiência visual contam com teclado tátil em alto relevo, com braile e clique audível, e um sistema de sintetização de voz, acessível via fones de ouvido fornecidos pela JE. A voz guia o processo, indicando cargos e escolhas. Para 2026, uma fonte de caracteres otimizada para baixa visão será implementada, melhorando a legibilidade. Pessoas com deficiência auditiva são assistidas pela interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) na tela, informando sobre cargos e tipos de voto, inclusive nulo e branco, recurso ampliado para o próximo ano.
A urna eletrônica também possui design adaptado para diversas estaturas, atendendo a eleitores em cadeiras de rodas ou com nanismo. Além disso, a legislação eleitoral permite o voto acompanhado por pessoa de confiança, caso seja indispensável, sem necessidade de autorização prévia, desde que o acompanhante não tenha vínculo eleitoral. Pessoas com autismo têm atendimento prioritário e também podem votar acompanhadas, conforme a Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que os reconhece como pessoas com deficiência, facilitando sua participação.
Mantenha-se informado sobre este e outros temas relevantes para a cidadania, acompanhando as análises e notícias do SOU ESTRADA REAL.