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Dólar Atinge R$ 5,24 com Tensões Geopolíticas e Sinalizações do Fed

© Valter Campanato/Agência Brasil

O cenário financeiro brasileiro encerrou a Quarta-Feira de Cinzas, um dia de pregão encurtado, sob forte influência de eventos externos. O dólar comercial registrou uma valorização significativa, aproximando-se da marca de R$ 5,25, impulsionado principalmente pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira estendeu sua sequência de quedas, marcando o terceiro pregão consecutivo de retração, com o setor de mineradoras como um dos principais vetores negativos.

Dólar em Ascensão: Geopolítica e Ata do Fed Pressionam Cotação

A moeda norte-americana concluiu o dia negociada a R$ 5,24, exibindo uma alta de 0,21% em relação ao fechamento anterior. Embora tenha iniciado as negociações em baixa, atingindo R$ 5,20 em seus primeiros minutos, a preocupação com o cenário internacional rapidamente reverteu essa tendência. No pico do dia, por volta das 15h50, a cotação chegou a tocar R$ 5,25, evidenciando a sensibilidade do mercado às notícias globais.

A principal força motriz para a valorização do dólar residiu nas crescentes tensões geopolíticas. Naquele momento, declarações da Casa Branca e do então presidente Donald Trump reiteraram a possibilidade de ações militares contra o Irã, elevando o nível de incerteza global e levando investidores a buscar a segurança de ativos como o dólar. Essa escalada de retórica adicionou uma camada de volatilidade ao mercado cambial.

Ibovespa: Terceira Queda Consecutiva Impulsionada por Commodities

No mercado de ações, o índice Ibovespa da B3 registrou um recuo de 0,24%, fechando o dia aos 186.016 pontos. Este resultado marcou o terceiro pregão consecutivo de desvalorização para a bolsa brasileira. A queda foi particularmente influenciada pelo desempenho negativo de ações de mineradoras, que sentiram o impacto da desvalorização do minério de ferro nos mercados internacionais nos dias precedentes.

Perspectivas de Juros nos EUA Reforçam Dólar Globalmente

Além das tensões geopolíticas, a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, também contribuiu para a aceleração da alta do dólar em escala global. O documento revelou que o mercado de trabalho norte-americano demonstrava maior resistência do que o inicialmente previsto. Essa constatação reduziu as expectativas de novos cortes de juros a curto prazo na maior economia do mundo, tornando o dólar mais atraente para investidores e fortalecendo-o frente a outras moedas.

Com a ausência de notícias econômicas domésticas de grande impacto no Brasil, o mercado local permaneceu altamente suscetível ao cenário internacional. As decisões e sinalizações econômicas das principais potências globais e os eventos geopolíticos continuaram a ditar o ritmo das negociações no câmbio e na bolsa brasileira.

Cenário à Frente: Monitoramento de Geopolítica e Economia Americana

O fechamento do mercado pós-Carnaval reiterou a forte dependência do Brasil de fatores externos em momentos de vácuo informativo doméstico. A escalada das tensões no Oriente Médio e as sinalizações mais conservadoras do Federal Reserve sobre a política monetária americana foram os principais catalisadores dos movimentos observados. Os investidores permanecem vigilantes às próximas declarações de política externa e aos dados econômicos dos Estados Unidos, que deverão continuar a pautar as direções do mercado financeiro brasileiro nos próximos dias.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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