O Brasil se prepara para um período climático desafiador com a alta probabilidade de o fenômeno El Niño atingir uma intensidade "muito forte" no trimestre de setembro, outubro e novembro de 2023. Segundo o Boletim nº 3 do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e agências parceiras, a chance de um evento robusto é de 90%, sinalizando impactos significativos em diversas regiões do país.
Este cenário acende um alerta para as diferentes realidades climáticas que se desenharão. Enquanto o Sul, parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul podem enfrentar chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e prejuízos agrícolas, vastas áreas do Norte e Nordeste, assim como Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, deverão lidar com a escassez hídrica e temperaturas elevadas. Essa dualidade exige atenção redobrada das autoridades e da população.
A combinação de calor persistente e estiagem prolongada nas regiões central e norte eleva exponencialmente o risco de propagação de queimadas, um problema ambiental e de saúde pública recorrente. Ecossistemas vitais como a Amazônia Legal e o Pantanal, que normalmente iniciam sua estação chuvosa neste período, terão esse processo atrasado pelo El Niño intenso, com projeções de chuvas abaixo da média e temperaturas persistentemente elevadas, tornando a vegetação mais vulnerável a incêndios de grande proporção e afetando a biodiversidade local.
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Fonte: https://agenciamg.com.br
