A primavera de 2023, que teve início em 22 de setembro no Hemisfério Sul, será um período de grande atenção climática para o Brasil. Sob a forte influência do fenômeno El Niño, a estação promete um cenário de extremos, com temperaturas elevadas em grande parte do território e uma dicotomia marcante: seca intensa em algumas regiões e chuvas volumosas com tempestades severas em outras. As projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alertam para uma estação fora dos padrões, exigindo preparação e monitoramento contínuo.
Impactos regionais e a força do fenômeno
Este El Niño se destaca pela sua potência. Conforme o Centro de Previsão Climática (NOAA), há mais de 90% de probabilidade de que ele atinja a categoria 'muito forte', podendo ser o evento mais intenso registrado desde 1950. No Brasil, essa força se traduzirá em uma acentuação da estiagem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, impactando a agricultura, o abastecimento de água e ecossistemas. O alerta é para a repetição de cenários críticos, como a maior seca na Amazônia vista em 2023, que devastou 38% das áreas habitadas.
Em contraste, o Sul do país, juntamente com o Sudeste e parte do Centro-Oeste – com destaque para São Paulo e Mato Grosso do Sul –, deve experimentar volumes de chuva acima da média. A formação de Complexos Convectivos de Mesoescala, aglomerados de tempestades, eleva o risco de temporais severos, inundações e deslizamentos. A previsão exige que governos e cidadãos redobrem a atenção, implementando medidas de prevenção e segurança para mitigar os impactos diretos na vida urbana e rural, da safra agrícola à mobilidade diária.
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