Luiza Erundina (Psol), aos 91 anos, foi eleita deputada estadual por São Paulo para o pleito de 2026, tornando-se a parlamentar mais velha do país a ocupar uma cadeira legislativa. Sua vitória para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) é um marco significativo, desafiando o etarismo e reafirmando a relevância de uma trajetória política dedicada às causas sociais. É um testemunho da persistência e da valorização da experiência na vida pública brasileira, inspirando debates sobre longevidade e engajamento.
Erundina conquistou a 13ª posição com 169.567 votos, superando o veterano Eduardo Suplicy (PT), de 85 anos. Nascida em Uiraúna, Paraíba, e formada em Serviço Social pela UFPB, ela construiu uma carreira singular. Em 1989, fez história como a primeira mulher de esquerda a assumir a prefeitura de São Paulo. Posteriormente, cumpriu sete mandatos como deputada federal, destacando-se em frentes parlamentares cruciais para habitação popular e direitos das mulheres, como a Lei das Brinquedotecas.
A cientista política Jacqueline Pitanguy elogia sua permanência na vida pública, vendo na eleição de Erundina uma quebra do preconceito de idade. Ela ressalta a sabedoria e tolerância que vêm com a experiência. A jornada de Erundina, do interior do Nordeste à principal metrópole do país, simboliza uma notável mobilidade social e a defesa ininterrupta de temas cruciais para a sociedade, reforçando a importância de vozes experientes no debate público.
Para a Alesp, Erundina promete focar em pautas como transporte público com tarifa zero, defesa dos direitos de mulheres, crianças e adolescentes, democratização da comunicação e o fortalecimento da participação popular. Esses temas, pilares de sua longa atuação, indicam o impacto que sua voz experiente pode trazer para a discussão e elaboração de políticas públicas progressistas em São Paulo.
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