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Movimento Valora une educação financeira e o protagonismo feminino para mudar a economia do país

Texto: Nathália Souza - NS Comunicação Fotos: Créditos na descrição Artes: Espaço Vivo Comunicação

Iniciativa nacional nasce para enfrentar a vulnerabilidade econômica das mulheres com formação, geração de renda e ação em escala

Tem uma realidade que já não dá mais para normalizar: mulheres sustentam casas, organizam orçamentos, cuidam de filhos, muitas vezes fazem tudo sozinhas e, ainda assim, seguem com menos acesso à renda, menos oportunidades e mais instabilidade financeira. No Brasil, elas já são maioria entre os chefes de família: são mais de 40 milhões de lares liderados por mulheres. Mas esse protagonismo não vem acompanhado de segurança econômica.

Os dados ajudam a entender o tamanho do desafio. Mais de 57% das mães solo vivem com até meio salário mínimo por pessoa e quase 70% delas são mulheres pretas ou pardas. Mesmo estudando mais (elas são cerca de 60% dos concluintes do ensino superior), ainda ganham, em média, 20% a menos que os homens. E tem mais: a sobrecarga do cuidado pesa — mulheres dedicam mais tempo, cerca de 82%, que os homens ao trabalho doméstico e não remunerado. Resultado? Menos tempo para crescer profissionalmente, empreender ou simplesmente organizar melhor a própria vida financeira.

Essa realidade, no entanto, é mutável e é justamente a partir dessa compreensão que surge o Movimento Valora, sendo mais um projeto pontual — uma resposta direta, prática e estruturada a essa realidade. A proposta é clara: transformar a relação das mulheres com o dinheiro e, a partir disso, ampliar sua autonomia, sua renda e seu papel na economia.

Baseado nos dados do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM 2026), que reúne mais de 320 indicadores oficiais, o movimento parte de um diagnóstico claro: a vulnerabilidade econômica feminina não é resultado de um único fator, mas de um conjunto de desigualdades estruturais que se acumulam ao longo da vida. Por isso, sua atuação é integrada e vai além da informação, conectando educação do comportamento financeiro, educação fiscal, geração de renda e desenvolvimento territorial.

Por isso, o Movimento Valora atua de forma integrada. Vai além de ensinar a economizar ou investir. É sobre desenvolver comportamento financeiro, gerar renda, ampliar acesso a conhecimento fiscal e fortalecer o desenvolvimento econômico nos territórios. O objetivo é ousado e necessário: impactar diretamente 1 milhão de mulheres até 2030, preparando-as para tomar decisões financeiras mais estratégicas, sustentar seus negócios e construir estabilidade ao longo da vida.

O movimento nasce da união de instituições que já atuam diretamente nesse ecossistema: ABEFIN e ABEFIN Mulher, Clube SuperAção, Dinastia Aceleradora e SEBRAE. Essa articulação dá ao Movimento Valora força técnica, capilaridade e potencial real de escala.

A idealização do movimento é de Lusciméia Reis, presidente do Comitê Nacional ABEFIN Mulher, educadora e terapeuta financeira pelo Método DSOP, Conselheira e especialista em Autoconhecimento Sistêmico Financeiro alinhados ao ESG, que traz uma visão prática e integrada sobre como comportamento, renda e decisões econômicas se conectam no dia a dia das mulheres.

“Nossa missão é atuar no fortalecimento financeiro de mulheres, famílias, negócios e suas comunidades, desenvolvendo oportunidades reais de ampliação de consciência financeira, combate ao endividamento feminino, empregabilidade, geração de renda, acesso a crédito com juros justos, carências e incentivos, educação previdenciária focados na longevidade e aposentadoria sustentável, maturidade fiscal frente aos impactos da reforma tributária, através dos movimentos associativistas e cooperativista que permitam ambientes saudáveis de netweaving com total alinhamento aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU onde nossa meta é transformar 1.000.000 de mulheres em educadoras financeiras até 2030 trazendo sustentabilidade para seus lares”, conclui Luscisméia.

A Associação Brasileira dos Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN) entra como uma das bases técnicas do movimento. Referência nacional em educação financeira com foco em comportamento, a instituição atua na formação de educadores e no desenvolvimento de metodologias que ajudam pessoas a mudarem, de fato, sua relação com o dinheiro. No Movimento Valora, esse conhecimento ganha escala e aplicação direta.

Reinaldo Domingos, presidente da ABEFIN, traz sua visão sobre o cenário econômico feminino e como o Movimento Valora se encaixa como um caminho estratégico. Durante muito tempo, falar sobre dinheiro foi um tema distante da realidade de milhões de mulheres brasileiras, não por falta de capacidade, mas por um não existir acesso à educação financeira em nosso sistema de ensino. Hoje, vemos mulheres liderando a maioria dos lares no país, sustentando famílias, empreendendo e tomando decisões fundamentais para a economia brasileira. Por isso, fortalecer a educação do comportamento financeiro feminino deixou de ser uma pauta secundária e se tornou uma necessidade urgente e estratégica para o futuro do Brasil. O Movimento Valora nasce com esse propósito: transformar conhecimento em autonomia, consciência em prosperidade e preparar mulheres para construírem uma relação mais saudável, sustentável e inteligente com o dinheiro, assim deve ser impulsionado e valorizado.”

Como embaixadora do movimento, Carol Paiffer conecta o Movimento Valora ao universo do empreendedorismo, dos investimentos e da inovação. Investidora, empresária e CEO da Dinastia Hub, ela é uma das maiores investidoras do Brasil. Também é fundadora da Atom e, desde 2020, é uma das Sharks no Shark Tank Brasil, onde já investiu em mais de 110 empresas. Com forte atuação na educação, também desenvolve iniciativas voltadas à formação empreendedora desde a adolescência, ampliando o impacto do tema para novas gerações.

“Depois de mais de 20 anos atuando no mercado financeiro, eu aprendi que falar sobre dinheiro é, principalmente, falar sobre dignidade, liberdade e futuro. O endividamento no Brasil não é apenas uma questão econômica, ele afeta autoestima, oportunidades e a capacidade das pessoas de sonharem e construírem uma vida com estabilidade. E quando olhamos para a realidade das mulheres, esse cenário se torna ainda mais urgente. Por isso, levo muito a sério iniciativas que unem educação financeira, empreendedorismo e geração de renda de forma prática e acessível. O Movimento Valora nasce justamente para criar transformação real, ajudando mulheres a desenvolverem autonomia financeira e mudarem suas trajetórias através do conhecimento e da tomada de decisão consciente.” — Carol Paiffer.

E o Movimento Valora não para por aqui, ele já está em curso. O primeiro passo dessa jornada acontece no dia 12 de maio, com a 1ª Convenção Nacional de Educação Financeira para Mulheres, um encontro online e gratuito que marca o lançamento oficial dessa mobilização em todo o país. As inscrições já estão abertas no site.

E isso é só o começo: ao longo do ano, uma série de ações, conteúdos e iniciativas vão se desdobrar, ampliando o alcance e o impacto do movimento em diferentes territórios. E, como um dos grandes marcos dessa trajetória, setembro reserva um encontro presencial em São Paulo, reunindo nomes relevantes do mercado financeiro, lideranças e especialistas para fortalecer ainda mais essa agenda e gerar uma carta de intenção ao futuro governo brasileiro sobre a priorização das políticas públicas voltadas ao fortalecimento financeiro de Mulheres e seus negócios . É o início de um movimento que veio para crescer e transformar a realidade econômica das mulheres no Brasil!

Texto: Nathália Souza – NS Comunicação
Fotos: Créditos na descrição
Artes: Espaço Vivo Comunicação

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