A ex-ministra da Saúde e primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, lançou em Brasília o livro “Ainda há tempo: a pandemia de covid-19 e a transformação do futuro”. A obra, aguardada por muitos, mergulha nos bastidores da gestão da crise sanitária que desafiou o Brasil e o mundo, prometendo uma perspectiva inédita sobre os momentos mais críticos enfrentados pelo país.
Trindade narra episódios-chave, como a ágil criação de um hospital de emergência de alta complexidade em Manguinhos e as complexas negociações para a transferência de tecnologia da vacina da AstraZeneca. Além de um registro histórico, o livro ressalta a importância de não esquecer o trauma coletivo. “O silêncio é o pior adversário diante de traumas, ainda mais quando podemos considerá-los coletivos”, afirma a autora, reforçando a necessidade de manter viva a memória da pandemia para futuras gerações e para a saúde pública.
Memória e Reflexão em Outras Iniciativas
A publicação se alinha a outras iniciativas importantes para a preservação da memória da covid-19, como a exposição “Vida Reinventada – A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro”, também concebida por Nísia Trindade, inaugurada recentemente no Rio. Com curadoria de cientistas e cenografia de André Cortês, a mostra reúne documentos, relatos e testemunhos, servindo como um espaço de reflexão sobre a capacidade humana de superação e os aprendizados da crise. É um alerta para que “poderia ter sido diferente” e para não repetir erros.
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