A Polícia Militar do Rio de Janeiro intensificou suas operações de combate à soltura de balões e registrou a apreensão de 31 artefatos em diversas cidades fluminenses entre 7 de maio e 15 de junho. O balanço do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) ressalta a preocupação com a prática criminosa que, historicamente ligada aos festejos juninos, representa sérios riscos à segurança pública e ao meio ambiente.
As ações não se limitaram à apreensão dos balões, mas também à detenção de envolvidos e à descoberta de materiais usados na fabricação e lançamento, como maçaricos, botijões de gás e estruturas metálicas. Essa rede criminosa fomenta uma prática perigosa, que pode causar incêndios devastadores em florestas, residências e na rede elétrica, sobretudo em períodos de tempo seco. A ameaça se estende à aviação civil, já que balões podem colidir com aeronaves, gerando riscos incalculáveis.
Com um total de 42 balões apreendidos em todo o estado desde o início do ano, o cenário exige vigilância contínua. A soltura de balões é crime ambiental, com pena de um a três anos de reclusão e multa de R$ 500 por artefato. O secretário de Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, reforça a importância da denúncia: “É fundamental que a população compreenda que soltar balões é crime e pode colocar vidas em risco. A conscientização e a colaboração da sociedade são essenciais para proteger o meio ambiente e garantir a segurança de todos.”
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