Uma iniciativa de saúde pública de grande envergadura está prestes a entrar em uma nova fase crucial no Brasil. Pesquisadores preveem o recrutamento de 8,5 mil voluntários a partir do final de 2025 para testar uma inovadora polipílula. O objetivo é combater o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e outras doenças cardiovasculares, que representam um grave desafio à saúde da população brasileira.
Com o AVC sendo a principal causa de morte no país e uma das maiores de incapacidade, conforme dados que apontam quase 90 mil óbitos no último ano, a busca por métodos preventivos eficazes é urgente. A polipílula, uma combinação de rosuvastatina para colesterol e valsartana/anlodipina para hipertensão, simplifica o tratamento, visando aumentar a adesão, especialmente entre pessoas de baixo e médio risco.
Este esforço é coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde (Proadi-SUS), e se baseia no sucesso de uma fase inicial concluída em 2023, que envolveu 370 participantes em Porto Alegre. A próxima etapa, que se estenderá por três a quatro anos, terá um alcance nacional, com centros de recrutamento em diversos estados, do Acre a São Paulo, visando robustecer as evidências científicas.
Para o estudo, voluntários entre 50 e 75 anos, sem histórico de AVC/infarto e que não usem medicamentos para colesterol ou pressão, serão acompanhados por três anos. A neurologista Sheila Martins enfatiza que a adesão é vital para gerar evidências que orientem futuras políticas públicas e ressalta o papel de ferramentas como o aplicativo Riscômetro na promoção de hábitos saudáveis, como atividade física e abandono do fumo.
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