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Projeto de corte no IPVA ganha força na ALMG e vira teste político

Projeto de Simões que reduz IPVA deve ter caminho livre na ALMG e vira ‘teste’ para Cleitinho

O texto enviado pelo governador Mateus Simões para cortar o IPVA em até 75% tem caminho livre na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Parlamentares e fontes governistas apontam que a proposta não deve sofrer oposição significativa no Legislativo estadual, servindo como um termômetro político para a futura gestão.

O teste político para o novo governo

A medida foi protocolada após sondagens com deputados e chegou dias depois de embates públicos envolvendo o senador Cleitinho Azevedo. Nos bastidores do parlamento mineiro, parlamentares avaliam a postura do futuro chefe do Executivo com cautela.
“É fácil criticar todo mundo, jogar pro povo. Agora, se isso ficar na mão dele, como vai ser?”, indaga um parlamentar.

Detalhes da proposta e impacto fiscal

O texto prevê que a alíquota dos carros caia de 4% para até 1% por meio de decreto do próximo mandato, preservando integralmente os repasses financeiros aos municípios para evitar pressões de prefeitos. A garantia atende a demandas municipalistas que surgiram desde o período de campanha eleitoral.
Em nota oficial enviada por sua assessoria, o senador declarou: “O governador poderia ter feito antes”.
A mensagem acrescenta: “A redução do IPVA foi um compromisso de campanha de Cleitinho. Serão realizados estudos para estruturar e apresentar o projeto com transparência, responsabilidade fiscal considerando a realidade financeira do estado e foco no alívio ao contribuinte”.

Críticas e o cenário econômico

Antes do envio da proposta, o debate foi marcado por duras críticas na tribuna do Senado. Cleitinho cobrou responsabilidade do atual governador e criticou projeções sobre as finanças estaduais para o início de 2027.
“Eu espero que você não faça sacanagem comigo, com todo respeito, porque sacanagem comigo não é comigo. Você está fazendo sacanagem com o povo”, afirmou.
O sucessor no cargo também criticou a mudança nas estimativas fiscais: “Até então o estado estava mil maravilhas. Agora, a partir de 1º de janeiro, o estado quebrou. (…) Vocês reclamaram do PT durante oito anos. E vocês estão deixando o estado da mesma maneira que o PT deixou”.
A peça orçamentária de 2027 aponta um déficit bilionário que supera os valores registrados nos anos anteriores.

Tramitação e prazos no Legislativo

Como se trata de uma matéria de lei ordinária, a aprovação exige maioria simples no plenário. Antes disso, o texto precisa passar por comissões temáticas na Casa. Com o recesso parlamentar se aproximando em dezembro, o Executivo poderá recorrer ao regime de urgência para acelerar os prazos e garantir a votação a tempo.

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