A concentração da seleção de Portugal em Copenhague foi abalada nesta quarta-feira (30) pela saída inesperada de Cristiano Ronaldo. O maior artilheiro da história da equipe ibérica deixou o elenco após declarações do técnico Jorge Jesus, evidenciando um atrito que pode ter sérias repercussões para o craque e para o futuro da equipe na Liga das Nações, que enfrenta a Dinamarca nesta quinta (1º) pelo Grupo D.
O estopim foi a entrevista coletiva de Jorge Jesus, detalhando um planejamento para poupar o jogador de 41 anos nos próximos jogos. O treinador afirmou em tom assertivo: "Nunca nenhum jogador vai mudar as minhas ideias. Nem ele, nem ninguém no futebol." A tensão, contudo, já era palpável desde a vitória contra a Noruega no último domingo, quando Ronaldo, aquecido na reserva, expressou irritação por não ser utilizado.
Pouco depois da coletiva, o craque deixou a concentração e, nas redes sociais, confirmou sua saída, prometendo "dizer a verdade a todos os portugueses". A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) confirmou o desligamento. Este episódio levanta questões sérias sobre o futuro do ícone na seleção; o código disciplinar da FPF prevê suspensão de um a seis meses para abandono de atividades, desdobramento que pode marcar a carreira internacional de CR7 e afetar a estabilidade de Portugal, líder do Grupo D da Liga das Nações e bicampeão.
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