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Vitória convincente da Seleção Feminina sobre a Costa Rica inicia temporada de 2026 com olhos na Copa do Mundo e Olimpíadas

© Lívia Villas Boas/Staff Images/CBF/Direitos Reservados

A Seleção Brasileira Feminina de Futebol deu o pontapé inicial em sua temporada de 2026 com uma vitória expressiva por 5 a 2 sobre a Costa Rica, em amistoso disputado na última sexta-feira (27), no Estádio Alejandro Morera Soto, em Alajuela. O resultado, que marcou o primeiro compromisso do ano para a equipe comandada por Arthur Elias, vai além dos números no placar, sinalizando o início de um ciclo de preparação intenso e estratégico, com foco nas próximas grandes competições, como a Copa do Mundo Feminina de 2027 e os desafios olímpicos vindouros, após a recente conquista da prata em 2024.

O confronto na casa das adversárias serviu como um importante termômetro para o planejamento tático e a integração de novas peças ao elenco. A superioridade técnica brasileira foi evidente em grande parte do jogo, que viu Kerolin, Jheniffer (duas vezes), Tainá Maranhão e Adriana balançarem as redes. Contudo, a partida também revelou pontos de atenção, com a Costa Rica conseguindo descontar e criando um susto no meio da partida, que o Brasil soube, ao final, administrar para garantir o triunfo.

O Início de um Novo Ciclo Sob a Lupa de Arthur Elias

A temporada de 2026 é crucial para a Seleção Feminina. Com a Copa do Mundo de 2027 já no horizonte – e com o Brasil em negociações para sediar o evento, um fato que eleva ainda mais a expectativa e a responsabilidade da equipe –, cada amistoso é um laboratório para o técnico Arthur Elias. A escalação inicial contra a Costa Rica refletiu a audácia e a filosofia ofensiva que o treinador busca implementar: uma formação com apenas uma meio-campista de marcação, Duda Sampaio, e um quinteto de atacantes formado por Kerolin, Bia Zaneratto, Taina Maranhão, Jaqueline e Jheniffer.

Essa estratégia visa explorar ao máximo o potencial criativo e de finalização do grupo, embora demande rigor tático e coordenação defensiva. A partida também marcou retornos importantes e estreias promissoras. A veterana Tamires, ausente desde a campanha da prata olímpica em 2024, reassumiu a lateral esquerda, trazendo experiência e liderança. No gol, a jovem Thaís Lima, de apenas 17 anos e com nacionalidade portuguesa, brasileira e angolana, fez sua estreia pela equipe canarinho, mostrando a renovação e a aposta em talentos emergentes.

O Contexto do Futebol Feminino Brasileiro e Suas Conexões

A composição da seleção que enfrentou a Costa Rica reflete a crescente força do Campeonato Brasileiro Feminino. Das jogadoras que iniciaram a partida, sete atuam na liga nacional, com destaque para o Corinthians, hexacampeão, que cedeu Duda Sampaio, Jaqueline, Tamires e Thaís Ferreira. O Palmeiras contribuiu com Bia Zaneratto, Taina Maranhão e Fe Palermo. Essa forte representatividade dos clubes brasileiros na seleção principal é um testemunho da profissionalização e do investimento que tem sido feito no futebol feminino no país, um caminho essencial para fortalecer a base da equipe nacional.

A visibilidade do Campeonato Brasileiro Feminino, com transmissões em TV aberta, tem sido fundamental para alavancar o esporte, criando novas referências e inspirando jovens atletas. Essa sinergia entre clubes e seleção é vital para a formação de um elenco coeso e competitivo, capaz de enfrentar os desafios do cenário internacional, onde a modalidade cresce exponencialmente, como atestado pelo lançamento da marca da Copa Feminina 2027 pela FIFA no Rio de Janeiro, e pelo apoio de lideranças políticas como o Presidente Lula, que tem exaltado a Copa Feminina e defendido a valorização das mulheres no futebol.

Entre a Eficácia Ofensiva e os Ajustes Defensivos

A superioridade inicial brasileira se traduziu em gols rapidamente. Kerolin abriu o placar com uma bela cobertura aos dez minutos, seguida por Jheniffer, que ampliou aos 13, após assistência de Taina Maranhão. A própria Tainá Maranhão marcou seu primeiro gol pela seleção principal aos 27 minutos, demonstrando não apenas a capacidade de infiltração, mas também a pontaria da jogadora do Palmeiras. A facilidade, no entanto, cedeu espaço à displicência na segunda etapa. A Costa Rica, sob o comando da técnica brasileira Lindsay Camila, que conhece bem o futebol local, aproveitou a desatenção defensiva brasileira e descontou com Priscila Chinchilla, atacante do Atlético de Madrid, aos 6 e 21 minutos, trazendo um susto para a comissão técnica e torcedores.

A reação brasileira veio na sequência. Tainá Maranhão, um dos destaques do jogo, sofreu um pênalti aos 33 minutos, convertido com categoria por Adriana, que havia entrado no lugar de Bia Zaneratto. Já nos acréscimos, Jheniffer marcou seu segundo gol na partida, fechando o placar em 5 a 2. O jogo deixou claro o poder ofensivo do Brasil, mas também a necessidade de maior consistência defensiva e concentração ao longo dos 90 minutos, lições importantes para o que virá.

Olhares para o Futuro: Próximos Desafios no México

A vitória sobre a Costa Rica é apenas o primeiro passo de uma série de compromissos programados para o início de 2026. A Seleção Brasileira Feminina já se prepara para os próximos desafios. Na próxima quarta-feira (4), enfrentará a Venezuela, às 18h (horário de Brasília), no Centro de Treinamento da Federação Mexicana de Futebol, em Toluca. Três dias depois, no sábado (7), o Brasil terá um confronto mais exigente contra o México, às 20h, no Estádio Ciudad de los Deportes, na capital mexicana.

Esses amistosos são mais do que jogos; são etapas cruciais na construção de um time forte e resiliente. Cada partida oferece a Arthur Elias a oportunidade de testar formações, avaliar o desempenho individual e coletivo, e consolidar a identidade de um grupo que sonha alto. O caminho até as grandes competições é longo e exigente, mas a determinação e o talento das jogadoras brasileiras, somados a um planejamento estratégico, prometem um futuro promissor para o futebol feminino nacional.

Acompanhar a jornada da Seleção Feminina é vibrar com o talento e a garra de atletas que elevam o nome do Brasil no cenário esportivo global. Para ficar por dentro de todos os detalhes da preparação, análises táticas, entrevistas exclusivas e o desenrolar das competições, continue navegando no SOU ESTRADA REAL. Nosso compromisso é trazer informação relevante, atual e contextualizada, mergulhando fundo nos temas que realmente importam para você, leitor. Não perca as próximas atualizações e os desdobramentos dessa emocionante trajetória do futebol feminino.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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