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St. George quer comprar fábrica da Mosaic em Araxá

St. George avança nas negociações para adquirir planta industrial da Mosaic em Araxá

A mineradora australiana St. George formalizou uma proposta para comprar a planta industrial da Mosaic localizada em Araxá, na região do Alto Paranaíba. A intenção da companhia estrangeira é utilizar essa aquisição para expandir e adiantar seu projeto voltado à extração de nióbio e terras raras no município mineiro.

Avaliação de ativos e cronograma da negociação

Nos últimos dias, executivos da empresa australiana realizaram vistorias para analisar e estipular o valor dos ativos da Mosaic. A meta da St. George é obter uma resposta sobre a oferta ainda no decorrer deste ano, projetando a efetivação do acordo para o ano de 2027.

Histórico da planta e operações na região

O complexo industrial situado em Araxá encontra-se com as atividades suspensas desde o mês de abril, momento em que a proprietária também tornou pública a intenção de negociar seus ativos. Originalmente, o local processava minérios de direitos minerários que a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) havia arrendado à Mosaic. Com o esgotamento dessas reservas locais, a planta passou a receber insumos de outras unidades nos últimos anos. Além disso, a Mosaic possui operações de fosfato em Tapira e Patrocínio, cujos trabalhos também foram paralisados ao longo deste ano.

Questionada sobre a existência de outros interessados na compra, a Mosaic declarou que “como prática corporativa, não comenta rumores, especulações de mercado ou eventuais negociações em andamento”.

A companhia também destacou que “qualquer informação relevante sobre o tema será divulgada pelos canais oficiais da empresa, em conformidade com suas políticas de comunicação e governança.”

Disputa judicial e perspectivas do projeto

No cenário jurídico, a St. George trava uma disputa com a CBMM — gigante do setor de nióbio ligada à família Moreira Salles — acerca de direitos de pesquisa mineral em uma zona considerada estratégica. Enquanto a CBMM argumenta que perfurações de sondagem poderiam comprometer a segurança de uma barragem de rejeitos vizinha, a empresa australiana contesta tal risco, embora executivos rivais receiem impactos operacionais.

Apesar do litígio, a iniciativa da St. George possui escopo mais amplo. O atual plano submetido ao licenciamento ambiental junto aos órgãos de Minas Gerais contempla uma propriedade pertencente à Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).

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