A deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, desativou sua conta na rede social X (antigo Twitter) após se tornar alvo de uma série de ameaças de morte e violência sexual. O caso, que já foi denunciado à Polícia Civil de Minas Gerais, expõe a crescente onda de violência política de gênero no país, especialmente contra mulheres jovens e negras que ascendem a espaços de poder.
Desde a campanha eleitoral, e com intensificação após o segundo turno, Ana Elisa tem recebido mensagens com conteúdo machista, racista e ameaças explícitas de estupro. Entre as intimidações, destacam-se e-mails de um suposto integrante da Ku Klux Klan, que explicitava a intolerância a mulheres pretas em posições de liderança. A deputada eleita relatou sentir-se “totalmente vulnerável” por não possuir ainda escolta de segurança, evidenciando a fragilidade que muitos novos parlamentares enfrentam.
A trajetória de Ana Elisa, a deputada federal mais jovem e a mulher mais votada na história de Minas Gerais, representa um marco na renovação política. No entanto, sua experiência espelha um cenário preocupante: dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam um crescimento de 11 vezes na violência política de gênero entre 2022 e 2026. Este tipo de ataque não visa apenas a pessoa, mas tenta silenciar vozes e minar a participação democrática, gerando um efeito intimidador sobre outras mulheres.
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