Belo Horizonte iniciou a programação “Viva Pampulha – 10 Anos de Patrimônio Mundial”, celebrando uma década da inclusão do Conjunto Moderno da Pampulha na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. O lançamento, na Casa do Baile em 12 de maio, marca o começo de atividades gratuitas para moradores e visitantes, valorizando a rica memória, cultura e arquitetura do local e reiterando seu significado para a cidade.
O reconhecimento da Unesco em 2016 elevou o complexo – com obras icônicas de Oscar Niemeyer, paisagismo de Roberto Burle Marx e painéis de Candido Portinari – a patamar global, reforçando a preservação. Autoridades destacaram avanços na zeladoria e revitalização da Lagoa da Pampulha, um desafio ambiental histórico. A lagoa, hoje, apresenta condições melhores, livre de odores e com planos de navegabilidade, um marco significativo para o patrimônio da cidade.
O prefeito Álvaro Damião ressaltou a visão de futuro para a Pampulha: transformá-la em polo de lazer e turismo sustentável, com complexos esportivos e mais opções gastronômicas. Esse projeto avança com cautela, priorizando o respeito ao meio ambiente e ao legado cultural. O retorno gradual de atividades e esportes náuticos no espelho d'água simboliza um novo capítulo de conciliação entre desenvolvimento e preservação do sítio.
Além das falas protocolares, o “Viva Pampulha” ofereceu imersão cultural. Um debate sobre a apropriação e o pertencimento da população ao patrimônio reuniu especialistas. A celebração ganhou vida com o bloco carnavalesco “Chama o Síndico convida Augusta Barna” a bordo de um barco, culminando com laser mapping que redesenhou as curvas de Niemeyer, conectando visualmente os bens do conjunto à paisagem da lagoa.
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