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Atraso no Diagnóstico de Esclerose Múltipla Agrava Doença e Desafia Saúde no Brasil

© NeuroGraphix Studio/ AdobeStock

Quase um quarto dos pacientes com esclerose múltipla no Brasil enfrenta uma espera superior a cinco anos para receber o diagnóstico correto, um atraso que contribui significativamente para a progressão e gravidade da doença. O alerta foi emitido pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), com base em uma pesquisa da HSR Health em parceria com a Roche Farma, divulgada durante o Agosto Laranja, mês dedicado à conscientização sobre a enfermidade.

Essa demora não é apenas burocrática; ela tem um impacto direto e devastador na vida dos cerca de 40 mil brasileiros que convivem com a esclerose múltipla, uma doença inflamatória crônica e autoimune que atinge principalmente mulheres jovens, entre 20 e 40 anos. A enfermidade ataca a mielina, camada protetora das fibras nervosas, comprometendo a comunicação cerebral e causando danos irreversíveis. O neurologista Rodrigo Kleinpaul, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia da UFMG, ressalta que a agilidade no diagnóstico é crucial para evitar a diminuição da “reserva funcional” do paciente, que pode levar a uma incapacidade definitiva.

A pesquisa aponta que mais da metade dos entrevistados (56,8%) recebeu um diagnóstico incorreto antes da confirmação da EM. A média é de três anos e até quatro médicos diferentes para o diagnóstico correto. Sintomas iniciais, como fadiga intensa, embaçamento visual ou formigamento, são frequentemente confundidos com outras condições, inclusive ansiedade, como destaca Kleinpaul. Barreiras de acesso, seja pela dificuldade com profissionais de saúde (36%) ou o alto custo e a demora de exames como a ressonância magnética (23%), também contribuem para esse cenário preocupante, como vivenciou Lucimara de Lima Santana, que levou quatro anos para entender sua condição.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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