O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por decisão do ministro André Mendonça, proibiu a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de veicular anúncios pagos que acusavam Flávio Bolsonaro (PL) de ser contra o fim da escala de trabalho 6×1. A medida, após pedido da defesa de Flávio, intensifica a fiscalização judicial sobre o conteúdo digital durante o período eleitoral, marcando mais um capítulo na judicialização da campanha.
A controvérsia centraliza-se na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa eliminar a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso, pauta de grande apelo social e próxima de votação no Senado. Flávio Bolsonaro, alvo dos anúncios, defende publicamente uma "alternativa melhor", que promova maior flexibilidade e liberdade de escolha de carga horária via acordos entre empregados e empregadores, sem se posicionar contrariamente à mudança da escala atual.
Mendonça justificou a suspensão ao constatar que a mensagem veiculada no Facebook "desqualificava" o parlamentar. A peça o associava à manutenção da escala 6×1 e a uma postura "desumana", sugerindo que impediria mães de ter mais tempo com os filhos. Considerada propaganda negativa irregular, a decisão impede novas veiculações e exige que a Meta (controladora do Facebook) desative os anúncios, revelando investimentos da campanha petista.
Este episódio reflete a intensidade da disputa eleitoral e o papel crescente da Justiça Eleitoral na regulação do debate público online, especialmente contra a disseminação de informações consideradas desqualificadoras. O caso realça a importância da verificação de fatos e do aprofundamento das informações para que o eleitor possa formar uma opinião contextualizada, livre de desqualificações políticas que comprometam a lisura do pleito.
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