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PT de Belo Horizonte racha após discussão sobre aliança eleitoral

Aceno a Damião divide o PT de BH

A possibilidade de o Partido dos Trabalhadores apoiar a reeleição do prefeito Álvaro Damião (União) gerou forte divisão interna em Belo Horizonte, fortalecendo nos bastidores o coro daqueles que defendem uma candidatura própria da legenda na capital mineira.

Resistência à aliança e nomes cotados

A estratégia de aproximação com o atual chefe do executivo municipal, defendida pelo grupo ligado ao deputado federal Reginaldo Lopes, enfrenta oposição de diferentes correntes petistas, que já articulam alternativas para a sucessão municipal.

Entre as opções ventiladas para encabeçar uma chapa própria estão a deputada estadual Macaé Evaristo e o vereador Pedro Patrus, com discussões que devem dominar a pauta da reunião agendada para a próxima quarta-feira (4), marcando o retorno dos debates partidários após o pleito presidencial.

Articulações e trajetórias na legenda

Fontes próximas a Macaé Evaristo apontam que, apesar de ser cotada para retornar ao comando do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania — pasta que liderou entre setembro de 2024 e março de 2026 —, a parlamentar tem manifestado o desejo de seguir na Assembleia Legislativa para fortalecer seu capital político local.

Já Pedro Patrus sinalizou recentemente a aliados a disposição de entrar na disputa caso o partido avalie essa necessidade, embora as conversas ainda estejam em fase inicial e sem martelo batido.

Argumentos pela reconstrução partidária

Os defensores da tese de candidatura própria argumentam que a sigla precisa focar na “reconstrução do legado do PT na capital” e apresentar um contraponto firme a correntes adversárias, citando especificamente a possível movimentação eleitoral do vereador e deputado estadual eleito Pablo Almeida (PL).

Nesse tabuleiro, o nome da deputada estadual Beatriz Cerqueira também circula com força entre militantes e dirigentes, impulsionada pelo expressivo desempenho nas urnas, onde somou 328.402 votos no total, sendo 70.317 deles conquistados em Belo Horizonte.

Impactos de decisões judiciais

As tratativas também envolveram nos bastidores o nome da ex-deputada federal Áurea Carolina, atualmente no Psol, cuja filiação ao partido foi ventilada como alternativa para a chefia do executivo municipal.

Contudo, o plano esfriou após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir, na última terça-feira (27), que a federação Psol-Rede superou a cláusula de barreira, assegurando verbas do Fundo Partidário e espaço em rádio e televisão.

A cúpula petista ponderava ainda que, mesmo em caso de mudança partidária, a ex-parlamentar enfrentaria resistências internas ligadas à prioridade histórica de lideranças com mais tempo de militância na legenda.

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