O futebol brasileiro perdeu uma de suas lendas. Hércules Brito Ruas, conhecido como Brito, zagueiro campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970, faleceu nesta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro, aos 86 anos. A notícia, confirmada por sua página oficial, informa que o ex-atleta estava internado há mais de uma semana com pneumonia.
Brito foi um dos pilares da defesa do time considerado o maior de todos os tempos. Titular em todos os jogos da Copa do Mundo do México, formou uma dupla sólida com Piazza, garantindo a retaguarda para o esquadrão ofensivo de Pelé, Jairzinho, Rivelino, Gerson e Tostão. A vitória por 4 a 1 sobre a Itália na final, no Estádio Azteca, eternizou aquela equipe e a participação crucial de Brito.
Sua trajetória no esporte começou no Vasco da Gama, clube que defendeu por anos e onde se tornou ídolo. Revelado em São Januário, teve a difícil missão de substituir Bellini, bicampeão mundial, assumindo a titularidade em 1960. Com 405 jogos e 11 gols pelo Vasco em duas passagens, Brito também representou o Brasil na Copa de 1966, antes de alcançar a glória máxima quatro anos depois.
A morte de Brito ressoa como a perda de mais um elo com uma das épocas de ouro do futebol nacional. O Vasco da Gama prestou homenagem em suas redes sociais, e a comunidade esportiva lamenta a partida de um atleta que ajudou a construir a identidade vitoriosa da Seleção Brasileira. Ele deixa um legado de garra, técnica e um lugar inesquecível na história do esporte.
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