A corrida pelo comando da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deu um passo decisivo com a definição dos deputados estaduais eleitos pela federação União Brasil-PP, que fecharam questão em torno do nome de Doorgal Andrada (PP) para presidir o Parlamento estadual no próximo biênio.
Busca por equilíbrio e articulação partidária
O alinhamento do bloco partidário foi sacramentado durante uma reunião realizada nesta segunda-feira (19). Aliado próximo do atual presidente da ALMG, Tadeu Leite (MDB), Andrada atende à preferência de uma ala de deputados que deseja manter a Mesa Diretora afastada de extremos ideológicos, descartando candidaturas vinculadas a legendas mais polarizadas, como o PT e o PL.
Outros nomes cotados e tradição de chapa única
Apesar do avanço do parlamentar progressista, o cenário interno segue em debate. Integrantes do PSD, como Gustavo Valadares, João Magalhães e Tito Torres, continuam figurando entre as alternativas avaliadas pelos colegas para a sucessão.
O costume no Legislativo de Minas Gerais é a construção de candidaturas de consenso, viabilizadas em chapa única após rodadas de negociação entre as bancadas. Diante desse trâmite, o governador eleito Cleitinho Azevedo já informou a interlocutores que não irá interferir no processo da ALMG, reafirmando que respeitará a escolha dos parlamentares e o direcionamento conduzido por Tadeu Leite.